Artes cénicas tiveram grande evolução


11 de Novembro, 2014

Fotografia: Paulo Mulaza |

O crescimento do teatro em Angola, em termos de qualidade das peças apresentadas, surgimento de novos grupos, ou da formação artística e intercâmbio entre os actores é, para o actor Manuel Teixeira, do Grupo Julu, um claro sinal dos ganhos da Independência Nacional.

Para o actor, o número de grupos existentes, se comparado com os da década de 80 ou 90, mostra claramente as vantagens da Independência Nacional no teatro. “Hoje tvemos todos os finais de semana um espectáculo”, disse.
As artes cénicas têm acompanhado o crescimento do país e ajudado, através de uma grande diversidade temática, a criar uma nova mentalidade, assente na angolanidade e nas suas raízes, e a recuperar a identidade nacional.
O crescimento do teatro nos últimos anos ajudou a desenvolver a sociedade e tem levado os grupos a escrever mais peças ligadas ao quotidiano: “também  influenciou a situação política, económica e cultural do país.
O actor reconhece ainda que o teatro de hoje apresenta  meios técnicos cada vez mas evoluídos permitindo aos grupos desenvolver um trabalho melhor.
Nos últimos anos, afirmou Manuel Teixeira, só as salas de exibição não conseguiram acompanhar o crescimento do teatro: “É uma situação que precisa de ser ultrapassada para bem da arte, porque para montarmos um espectáculo precisamos de ter um lugar onde exibi-lo”.
Para  a expansão do teatro é fundamental a realização de mais festivais provinciais, a realização regular de seminários, colóquios e o intercâmbio com grupos de outras províncias. Uma aposta mais forte na formação profissional também é um dos aspectos fundamentais para o actor: “O teatro cresce sem muitos actores formados. Hoje esta componente é uma das principais prioridades de qualquer grupo que aposte na qualidade dos seus espectáculos”.
O Grupo Julu foi fundado em 1992. Actualmente faz espectáculos em várias províncias e tem apostado no teatro radiofónico e nas comunidades. O seu elenco artístico é composto por dez elementos. Vencedor do Festival de Teatro de Luanda em 1999 e em 2000, o colectivo já participou na Bienal dos Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e em vários festivais africanos.

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