Artes plásticas na comunidade

Manuel Albano|
23 de Dezembro, 2014

Fotografia: Domingos Cadência

A União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) pretende criar galerias municipais, para criar uma nova dinâmica à criação artística nacional e dar mais visibilidade aos associados, garantiu o secretário-geral da instituição.

Tomás Ana Etona disse ontem ao Jornal de Angola que a UNAP perspectiva criar parcerias com o Governo Provincial de Luanda, no sentido de apoiar a criação e promover as artes plásticas entre a juventude.
Levar os jovens a compreender a importância das artes plásticas na sua formação, está na base da criação das galerias, visando promover e criar hábitos culturais entre os cidadãos. “Pretendemos que o programa se estenda às restantes províncias, por reconhecermos que as artes no país têm dado passos significativos na preservação da cultura de cada região”.
Melhorar as condições de trabalho dos seus associados, dinamizar os seus programas culturais, educativos e administrativos fazem parte das principais apostas da associação: “Temos que melhorar a postura dos associados porque precisamos de membros dispostos a contribuir para o engrandecimento das artes plásticas no país”, disse o secretário-geral.
A importância de criar mais espaços de reflexão sobre os temas ligados às artes plásticas e incluir novos talentos na instituição, são outros projectos da UNAP para os próximos anos.
O artistas plástico defende a criação de políticas mais fortes, visando melhorar a situação financeira dos associados e a difusão das artes. “Queremos ter  uma participação activa e forte na Expo Milão no próximo ano, por este motivo estamos a trabalhar para termos uma presença marcante”. Entre as actividades realizadas este ano, Etona destacou o dia 8 de Outubro, aniversário da instituição, em que foi inaugurada a exposição “UNAP contemporânea: Convergir para Limar Arestas”, realizada, no Salão Internacional de Exposição da UNAP, em Luanda.
Outro marco deste ano foi a participação na segunda edição do Festival Nacional da Cultura (Fenacult), com a realização da colectiva “Plasticidade angolana”, que decorreu no Salão Internacional de Exposições da UNAP e na Baía de Luanda.
A exposição tem a participação mais de 150 artistas plásticos com mais de 200 obras no domínio da escultura, pintura e fotografia. Os artistas apresentaram ainda os trabalhos nos quais estiveram representados o quotidiano angolano, valores culturais e a dinâmica dos criadores na apresentação de propostas contemporâneas.
A UNAP vai continuar a apoiar as acções que têm sido realizadas pela Brigada Jovem de Artes Plásticas (BJAP), que realizou em Outubro a sua assembleia ordinária, onde foram eleitos os novos membro directivos. “A brigada vai ter um maior acompanhamento, no sentido de dar maior visibilidade aos trabalhos dos associados”.
Actualmente com filiais em todo o país e mais de mil membros, a UNAP enfrenta problemas, em especial com a realização de muitos dos seus projectos devido à falta de dinheiro. A criação de parcerias com instituições públicas, privadas e as representações diplomática angolanas no exterior, fazem parte dos próximos desafios da UNAP. “Queremos que os agentes culturais, embaixadas e os empresários prestem mais atenção às artes plásticas, por serem também um instrumento de divulgação e preservação da cultura”.
Ao longo dos anos, disse Etona, a UNAP tem estado também a acompanhar a dinâmica social do país: “Pretendemos criar uma instituição mais activa, disciplinada e participativa envolvendo todos os associados no mesmo objectivo”.

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