Artes são agentes de união

Mário Cohen
9 de Janeiro, 2015

Fotografia: Kindala Manuel

O secretário de Estado da Cultura referiu ontem, no Memorial Agostinho Neto, em Luanda, a cultura como o factor histórico que une todos os angolanos e por isso precisa de mais atenção e apoios.

Cornélio Caley considerou essencial, numa altura em que se celebra por todo o país o Dia da Cultura, haver maior resgate, valorização e divulgação da identidade típica de cada região, assim como da angolanidade.
O secretário de Estado disse que se a cultura angolana for revitalizada, com base na sua essência, e apoiada por todos dificilmente é influenciada por outras culturas, que têm conquistado mais espaço no país.
Cornélio Caly salientou a importância de existir uma base construída com conceitos típicos da ancestralidade, ainda muito enraizados em determinadas regiões do país, para a cultura nacional não ser dissolvida pela globalização.
“Existem princípios que precisam de ter maior atenção de todos, em especial dos jovens, como o amor pelos símbolos nacionais, como a Bandeira, o património cultural e a valorização da independência nacional, essenciais ao projecto de desenvolvimento do país”, disse Cornélio Caley.
A solidez e afirmação da cultura angolana, acentuou, são importantes para a continuidade do desenvolvimento do país, por intermédio das artes, da protecção e difusão da identidade nacional. A Cultura, prosseguiu, já é uma das fontes de rendimento de certos países e por isso a data deve ser sempre um momento de reflexão sobre o estado das artes e dos seus fazedores.
“A cultura já ultrapassou a simples fronteira do tradicional e atingiu uma dimensão maior, que apesar de ser feita com base na modernidade ainda precisa de estar assente nas suas bases primárias”, rematou.
O Dia da Cultura Nacional na capital foi assinalado com a colocação de uma coroa de flores no Memorial António Agostinho Neto, pelo governador de Luanda, Graciano Domingos.

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