Cultura

Artesãos querem espaço para expor as peças

Os artesãos da província do Zaire advogaram ontem, em Mbanza Kongo, a abertura de espaços apropriados para a exposição regular dos seus trabalhos artesanais.

Artistas reclamam espaço para vendas das peças no Zaire
Fotografia: Edições Novembro

Em declarações à Angop a propósito da sua participação na feira municipal, que decorre em alusão à 1ª edição das festas da cidade de Mbanza Kongo, os artesãos reafirmaram a necessidade de ter-se mercados exclusivos, ao invés de exposições itinerantes.
De acordo com o artesão Veloso Domingos Rodrigues, residente em Mbanza Kongo, e que expõe peças de escultura, a falta de um espaço adequado inviabiliza a venda dos seus objectos de arte, facto que desmotiva muitos a prosseguirem nesta profissão. “Pedimos à administração municipal que nos conceda um terreno para a construção de um mercado das artes”, reforçou.
Veloso Domingos Rodrigues prognosticou que a procura pelas peças de arte pode aumentar, nos próximos dias, com a previsão da chegada de mais turistas ao Centro Histórico de Mbanza Kongo, localidade inscrita há um ano em Cracóvia, Polónia, na lista do Património Mundial da Unesco.
Para Francisco Salomão, também artesão, do município do Soyo, a província dispõe de muitos bons profissionais do ramo, mas a falta de incentivos obriga-os a desistir. O artista acredita que com um mercado dedicado às artes se pode promover acções de formação dirigidas às camadas jovens e concorrer-se para a criação de postos de trabalho.
Francisco Salomão disse inspirar-se nas tradições e nos costumes da região para a criação das suas peças, entre sandálias, mascotes e outras que retratam a vida do povo desta região do antigo Reino do Kongo, tendo precisado que o preço das peças varia entre os 500 e os 80 mil kwanzas.

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