Artista ganense conquista Ouro

António Bequengue | Veneza
11 de Maio, 2015

Fotografia: Paulino Damião | Veneza

O septuagenário ganense El Anatsui venceu, sábado, o Leão de Ouro de Carreira na 56ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que decorre até 22 de Novembro, pela originalidade do seu trabalho e visão artística.

O nome do artista, contemporâneo do angolano António Ole, curador e participante do Pavilhão de Angola na maior montra de artes do mundo, foi sugerido pelo curador-geral da exposição internacional, Okwui Enwezor, e aceite pelo Comité da Bienal de Veneza, presidido pelo italiano Paolo Baratta.
“Ele é hoje o artista africano mais importante e activo no continente e deu uma grande contribuição à afirmação dos artistas contemporâneos africanos na cena global”, disse à imprensa o nigeriano Okwui Enwezor, curador-geral da Bienal de Veneza.
Nascido em 1944, em Anyako, Gana, e a trabalhar desde 1975 na Universidade de Nsukka, na Nigéria, El Anatsui tem trabalhado como artista, mentor e professor, influenciando várias gerações de artistas na região oeste do continente africano.
Este ano, o júri da Bienal de Veneza, composta por Naomi Beckwith (EUA), Sabine Breitwieser (Áustria), Mario Codognato (Itália), Ranjit Hoskote (Índia) e Yongwoo Lee (Coreia do Sul), atribuiu Leões de Ouro de Melhor Participação Nacional à Arménia, para o Melhor Artista na Exposição Internacional “Todos os futuros do mundo” à norte-americana Adrian Piper e Leão de Prata de um jovem artista promissor na bienal ao sul- coreano Im Heung-Soon.
O júri, que se mostrou satisfeito pelo aumento do número de participações nacionais e por uma sensibilidade especial para urgências geopolíticas actuais, decidiu atribuir menções especiais aos artistas Harun Farocki (Alemanha) e Massinissa Selmani (Argélia) e homenageou com uma menção especial os Estados Unidos, pela apresentação de Joan Jonas, um artista de obra e de influência significativa. Angola esteve representado na cerimónia de abertura oficial da bienal e de entrega dos troféus pelo curador do pavilhão nacional, António Ole, e por Eurídice Najila Barros, do Ministério da Cultura.
Angola conquistou, na sua primeira participação na última edição da bienal, em 2013, o Leão de Ouro, fruto de um conjunto de obras fotográficas de Edson Chagas. Participam na Bienal de Veneza um total de 89 países, entre os quais Angola, Portugal, Brasil e Moçambique,este último pela primeira vez. O pavilhão de Angola na Bienal de Veneza está localizado no Palazzo Pisani, em Campo Santo Stefano, e foi aberto pelo embaixador de Angola em Itália, Florêncio de Almeida.
Um conjunto de obras e uma instalação vídeo dos artistas António Ole, Binelde Hyrcan, Délio Jasse, Francisco Vidal e Nelo Teixeira estão patentes no pavilhão nacional.

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