Cultura

Artista Kidá defende mais divulgação da gravura

O professor e artista plástico António Feliciano “Kidá” defendeu na terça-feira, no Camões-Centro Cultural Português, em Luanda, maior divulgação da arte da gravura, por forma a se valorizar e promover cada vez o crescimento desta habilidade no país.

Kidá realizou uma palestra sobre gravura em Luanda
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

A afirmação foi feita pelo artista durante uma aula sobre o estado actual e perspectivas, afirmando que este género tem caído em esquecimento, resultado do pouco valor que lhe é atribuído.
António Feliciano “Kidá” disse que para que a  valorização da arte da gravura seja um facto é necessário uma conjugação de esforços para que seja inclusa em vários prémios instituídos, como forma de incentivo para a sua permanente produção e divulgação.
“No país, embora geralmente as artes plásticas tenham encontrado respaldo e interesse no seio os mais distintos extractos e estruturas sociais, a disciplina de gravura não é praticamente entendida pela sociedade”, lamentou  o artista.
António Feliciano “Kidá”  disse que para que a arte de gravura tenha maior divulgação e interesse pela sociedade é preciso que se criem condições para a reabertura da oficina de Gravura da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP).
O artista plástico explicou que dar maior apoio aos gravuristas de reconhecido valor que, com o seu saber, querem e desejam ter instalações, espaço  e equipamentos próprios para realizar e materializar projectos artísticos e pedagógicos com vista a formar  e promover a nova geração e dar prosseguimento ao Concurso Nacional de Gravura instituído pela UNAP é outro caminho que pode impulsionar a arte da gravura.
Além da palestra, foi  inaugurada uma exposição da sua autoria, com alguns quadros da disciplina de gravura.
António Feliciano “Kidá” nasceu no Bengo, em 1961. Iniciou a sua formação e a carreira artística em 1980, tendo feito cursos básicos de Desenho, Pintura e Cerâmica no ex-Barracão e na Unap.

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