Artista Thó Simões e as culturas locais

Manuel Albano |
24 de Abril, 2016

Fotografia: DR

O artista Thó Simões realiza um espectáculo amanhã, pelas 18h00, na Galeria Tamar Golan, em Luanda, e na sexta-feira, à mesma hora e local, inaugura a exposição individual “Do Sul e dos Povos”.

O artista disse ontem ao Jornal de Angola que a “performance” é uma antevisão do que vai ser a sua mostra, onde o objectivo principal é transmitir a sua vivência durante dois anos com a cultura dos povos do Sul do país. Thó Simões realçou que nos 20 quatros utilizou a técnica mista, através de retratos fotográficos sobre o quotidiano, o folclórico, e principalmente tentar mostrar a  hospitalidade e a alma alegre do povo e da região Sul de Angola.
O artista disse que, o suporte da mostra é basicamente a recolha de vários materiais que já não são utilizados e deitadso para a rua. “Fotografo tudo aquilo que acredito ter uma mensagem positiva e transporto nas telas por forma ajudar as pessoas a reflectir sobre o nosso comportamento na sociedade”.
O sentido estético apurado das pessoas, o companheirismo, a amizade e o compromisso com as suas actividades, são algumas das qualidades destacadas dos povos do sul, nos quadros de Thó Simões, que nasceu em Malanje em 1973.
O artista passou parte da sua infância em Portugal, e regressa a Luanda nos fins dos anos 80. Em 1991 começa a frequentar a União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), e entra para o Instituto de Formação Artística e Cultural (INFAC) terminando a formação em 1996.
Começa a trabalhar como cenógrafo, viajando pelas várias províncias do país, mas não abandona todavia a pintura decidindo levar avante um percurso próprio de experimentação, formação e criação. Em 2001, reencontra na baixa de Luanda os seus antigos companheiros de artes com quem anos antes tinha formado o grupo “Os Nacionalistas” como objectivo de promover arte popular angolana.
A partir desta altura, passa a participar e a organizar várias actividades como, exposições, laboratórios criativos abertos ao público, e projectos de experimentação artística. Em Setembro de 2003, comum grupo de amigos cria o “Movimento EXSEF” (Expressões Sem Fronteiras), que, por dois anos realiza, actividades com crianças e jovens - com o objectivo de fazer chegar arte e cultura a vários lugares de Angola, criando oportunidades de expressão e criatividade nos lugares que visitavam.
Além destas actividades participou ainda, em Luanda, na 1ª edição do “Contentor Arte”, na Semana de Design Gráfico LAD, na Expo Oficina Kapela (Elinga Teatro), na I Trienal de Luanda, no Festival de Artes ao Vivo, na Expo Conlatas, na Mostra Colectiva “Os Nacionalistas” e nas edições de 2005 e 2006 da ARTin FIERA Milão, em Itália.

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