Artistas defendem projectos inclusivos

Roque Silva
25 de Junho, 2015

Fotografia: Domingos Cadência

António Miguel Manuel Francisco “Calabeto” apelou, ontem, em Luanda, aos responsáveis dos projectos musicais para adoptarem uma postura mais inclusiva.

O músico, com mais de 50 anos de carreira, disse que os agentes culturais e produtores devem diversificar mais os artistas convidados.
Calabeto referiu que a lista dos músicos deve ser rotativa, para permitir que todos os outros artistas e bandas tenham  o seu espaço e trabalho. Para “Kota Bué”, como é tratado nas lides musicais, quanto mais vozes forem convidadas menos artistas ficam no esquecimento.
Augusto Chakaya considerou, por sua vez, que o desemprego e o desaparecimento de muitas vozes são causados pela carência de espaços disponíveis para albergar actividades de promoção da música angolana de raiz. O artista afirmou que a insuficiência de centros culturais prejudica a recuperação de alguns artistas “que estão no esquecimento” e limita o surgimento de outros programas de divulgação da música dos anos 1960, 70 e 80.
Segundo o autor de “Samba Samba”, muitos agentes culturais têm programas na forja “mas não são colocados em prática porque não chegam a acordo com os gestores dos espaços disponíveis”.

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