Cultura

Artistas devem mobilizar a sociedade para o voto

Mário Cohen |

Os artistas das diferentes áreas das artes foram exortados quinta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado da Cultura,  Cornélio Caley, a mobilizarem e incentivarem a sociedade a votar com civismo nas eleições gerais de 23 deste mês, por forma a construir uma nação sã.

Cornélio Caley aconselha criadores a trabalharem na sensibilização da sociedade para o voto
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

O pronunciamento do governante foi feito à margem da palestra  subordinada ao tema “Os Artistas e o Voto”, promovida pela União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), na sala de conferências do Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM).
Cornélio Caley disse que o artista, ao produzir a sua obra, está permanentemente a dedicá-la  ao povo, à nação e à pátria angolana. “Essa dedicação é uma responsabilidade que o artista carrega para ver o seu país a progredir”, disse o dirigente, acrescentando que o seu voto e trabalho de mobilização para que os outros votem “é dever patriótico”.
Na história da humanidade, disse o secretário de Estado, não há artista que não se envolve com o seu povo, uma vez ser homem de arte, um conceito nobre que significa inferencialmente por natureza, uma pessoa nobre.
De acordo com o governante, na história de Angola, o país passou por várias etapas desde o período da escravatura, do sistema colonial, da luta pela independência, assim como da luta pela reconciliação nacional, constituindo fontes para os artistas se expressarem nas obras.
“Hoje, o país precisa muito do vosso empenho como parceiros sociais do Estado para que o povo exerça o direito ao voto que é um dever patriótico. Por isso, são chamados a mobilizar a sociedade a votar, durante a vossas actividades artísticas”, exortou. />De acordo com o Secretário de Estado da Cultura, o artista, como criador de artes, está na linha da frente para a criação da identidade nacional, frisando que “onde há identidade nacional, há solidariedade, assim como há progresso, e é isso que nós queremos”.
O presidente da comissão directiva da UNAP, Manuel de Oliveira “Dudu”, disse que os  artistas que estiveram ausentes da palestra perderam a oportunidade de beber da sabedoria de uma enciclopédia viva, que é Cornélio Caley.
Dudu garantiu que a palestra foi uma lição que vai ficar patente nas mentes dos artistas que transmitem a verdadeira identidade nacional e que fazem a história do país.
A UNAP, uma agremiação cultural vocacionada a promoção e divulgação das artes plásticas e dos seus criadores, é composta por mais de mil membros, representados nas províncias de Luanda, Huambo, Benguela, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Moxico, Cabinda, Huíla e Cuando Cubango.
A UNAP foi criada a 8 de Outubro de 1977, por um grupo de artistas plásticos, com destaque para Victor Teixeira “Viteix” e Henrique Abranches, com a finalidade de promover e divulgar a produção artística nacional.
Actualmente tem mais de dois mil membros e o seu secretário-geral é o artista António Tomás Ana “Etona”, reelito a 28 de Abril último, em Luanda, em Luanda, com 21 votos, para o mandato de quatro anos.

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