Artistas mostram criatividade

Roque Silva |
29 de Junho, 2016

Fotografia: Domingos Cadência

Uma colecção com onze esculturas em prata da autoria de artistas angolanos fazem parte de uma exposição colectiva em homenagem aos 40 anos de Independência Nacional, denominada “Angola 40 anos - Expressões em Prata”, a ser inaugurada amanhã, às 18h00, no Museu da Moeda, em Luanda.

As peças criadas de forma exclusiva por artistas plásticos consagrados e emergentes representam visões distintas do percurso que o país atravessou desde o período que vai de 1975 à contemporaneidade.
Etona, António Ole, João Mayembe, Amândio Vemba, Mpambukidi Lunfidi, Masongi Afonso, Fineza Teta, Helga Gamboa, Miguel Gonçalves, M’Panda Vita, Patrícia Cardoso foram os artistas escolhidos para o desafio, no qual apresentam, nos seus trabalhos, reflexões ligadas as suas vivências e a história de uma forma geral. As obras são manifestações e descrições sobre factos culturais e sociais que marcaram as últimas quatro décadas e trazem propostas inovadoras para a preservação dos usos e costumes. A exposição está patente até 30 de Julho.
O escultor M’Panda Vita disse que a exposição é uma viagem a História de Angola, no qual as novas gerações poderão aprender mais de forma resumida.
Para o artista João Mayembe, as peças permitem mostrar o que aconteceu em determinados momentos da vida do país.
Etona disse que traz como proposta um novo pensador, mais forte, cuja intenção é mostrar que é necessário pensar positivo e continuar a trabalhar ajudar o país a crescer.
A ceramista Helga Gamboa disse que os elementos culturais que representam os distintos grupos étnicos angolanos são uma herança da cultura a ser preservado, daí a necessidade de haver contacto com os estudantes.
Masongi Afonso é de opinião que o projecto dignifica os artistas e as artes plásticas em geral.
A porta-voz disse que a intenção é mostrar as peças no exterior, como parte integrante de uma colecção dos produtos de decoração, num projecto ainda em estudo que visa internacionalizar a empresa responsável pela fundição em prata. A aposta na excelência permitiu juntar a qualidade da escultura angolana à decoração de alto padrão, referiu Tchissola Mosquito para quem a exposição se enquadra na responsabilidade social e a política de apoio à cultura, criatividade, inovação e conhecimento da empresa CIPRO.
  Tchissola Mosquito disse que o projecto é apadrinhado pela Primeira Dama de Angola, Ana Paula dos Santos, como forma de expressar o seu apoio à Cultura Angolana.
As obras foram produzidas de modo artesanal, em madeira e barro e depois fundidas.

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