Artistas plásticos mobilizados para a festa

Manuel Albano|*
21 de Agosto, 2014

Fotografia: Paulino Damião

O secretário-geral da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), Etona, considerou, em Luanda, o Festival Nacional de Cultura (FENACULT) como uma “porta aberta” para os criadores mostrarem os trabalhos que produzem em Angola.

Em declarações ao Jornal de Angola, a propósito da realização da segunda FENACULT, Etona garantiu que foram mobilizados todos os artistas plásticos nacionais no sentido de darem o seu contributo para o sucesso do maior festival nacional do país.
A UNAP está a acertar alguns pormenores com a comissão organizadora do festival, para ser definido de que forma os artistas plásticos podem participar. “Os artistas estão mobilizados, estamos só à espera de uma resposta positiva do Ministério da Cultura, para em determinadas situações poder dar o apoio necessário aos artistas”, explicou.
Para já, há uma grande expectativa por parte dos artistas plásticos de Luanda e das demais províncias em mostrarem o seu talento, com obras que reflictam a riqueza da cultura angolana, de um ponto vista político, económico e social, referiu Etona.
A UNAP, garantiu, continua apostada na formação dos artistas, dando-lhes conhecimentos artísticos sólidos, para que sejam cada vez mais criteriosos na execução das suas obras. A aposta na formação vai permitir ao artista ser mais respeitado e valorizado. “É preciso pensarmos no futuro desses criadores. Muitos têm grandes dificuldades em viver da arte e a formação artística pode ser um caminho para darem o seu contributo para o progresso das artes nas respectivas províncias”, considerou.
Etona revelou, ainda, a sua satisfação pela forma como as direcções culturais das províncias estão a interagir com os artistas plásticos, permitindo criar excelentes parcerias com as instituições locais em prol do progresso da arte e dos respectivos criadores.

Factor de unidade nacional

O guitarrista Zé Keno considerou, em Luanda, que a realização da segunda edição do Festival Nacional de Cultura é um acto de soberania, por contribuir para a elevação da unidade nacional.
Em entrevista à Angop, o guitarrista disse que o festival vai dar uma nova dinâmica ao mundo das artes em Angola, por promover demonstrações das potencialidades culturais do país. “O festival é um motivo para os angolanos mostrarem ao mundo o que têm feito em termos da diversidade cultural, sendo uma festa inclusiva”, salientou.
Zé Keno é de opinião que o FENACULT é uma oportunidade para internacionalizar a cultura nacional, uma vez que através dele muitos visitantes estrangeiros vão contactar de forma directa com manifestações culturais angolanas, como as danças, artes cénicas, música, entre outras.
“O FENACULT deve servir para os agentes culturais darem a conhecer, principalmente aos visitantes estrangeiros, o potencial artístico que possuímos”, salientou o guitarrista.
Para o guitarrista, também vai ser um ponto de promoção da coesão, unidade e diversidade cultural de Angola, assim como da preservação e divulgação da identidade nacional. O II Festival Nacional da Cultura realiza-se em todo o país de 30 de Agosto a 20 de Setembro, para promover a coesão e a unidade nacional, assim como o desenvolvimento e protecção das artes angolanas, numa iniciativa do Ministério da Cultura.
Sob o lema “A cultura como factor de paz e desenvolvimento”, vai incluir espectáculos de música, dança e teatro, sessões de cinema, lançamentos e feiras de livros e discos, desfile de moda, exposição de artes plásticas, instalações artesanais, entre outras actividades.
A primeira edição do FENACULT teve lugar em 1989, tendo como palco o estádio nacional da Cidadela, em Luanda.

* Com Angop

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