Artistas plásticos querem maior apoio

Adolfo Mundombe | Huambo
10 de Setembro, 2014

Fotografia: Incentivo para desenvolver o sector e melhorar a qualidade dos trabalhos apresentados requer um maior interesse dos empresários

O responsável da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP) no Huambo, Pedro Hospital, disse ontem, ao Jornal de Angola, que a associação necessita de mais apoio financeiro para melhorar as suas actividades, bem como fortalecer o associativismo na província.

Pedro Hospital lamentou o facto de os associados sobreviverem de biscates e estarem há muitos anos a solicitar apoios, com o objectivo de melhorar as condições técnicas e sociais.
Actualmente, afirmou, o quotidiano dos artistas plásticos do Huambo é preenchido por actividades particulares, como pintar uma casa, ou um letreiro, para ganhar o seu sustento.  “A direcção provincial da Cultura tem envidado esforços, algumas vezes, para patrocinar as exposições dos artistas em diversos pontos da província, mas não é o suficiente”, lamentou.
A associação, sublinhou, não tem também capacidade de organizar projectos próprios por falta de condições financeiras para levar avante as suas actividades programadas para serem realizadas ao longo de cada ano.
Durante este ano, disse, os artistas plásticos fizeram dez exposições e todas foram grátis, o que não os permitiu obterem qualquer lucro. Além destas, adiantou, participaram ainda na feira de artes em alusão ao Dia da Cultura Nacional, em Janeiro, e nos jogos militares.
O representante da UNAP no Huambo acrescentou que com apoios financeiros a classe poderia estar em condições de levar as artes a todos os municípios da região. “Mas a falta de um  fundo de maneio não permite realizar nenhuma actividade de carácter criativo. Actualmente dependemos apenas de situações pontuais”, frisou. “Muitos artistas vivem da arte, por isso é fundamental que algumas entidades, assim como os empresários locais os apoiem, de forma a que estes estejam melhor organizados e sejam capazes de contribuir na construção de um novo país”, realçou. A associação no Huambo controla 67 associados, dos quais 46 encontram-se condicionados, por falta de legalização dos seus processos pessoais.

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