As referências da nova vaga

Mário Cohen |
9 de Agosto, 2014

O escritor José Luís Mendonça considerou quarta-feira, em Luanda, Ondjaki e Nok Nogueira de epígonos da literatura angolana no grupo da novíssima geração de autores e exemplo a seguir pelos aspirantes a escritor.

José Luís Mendonça dissertava na tradicional “Maka à Quarta-feira” sobre o tema “A Literatura Angolana e os Factores Exógenos da sua Produção” e disse que além dos autores citados, a título exemplificativo, existem outros no país que também se destacam na nova geração.
Ondjaki e Nok Nogueira conseguiram o mérito de interpretar a arte da palavra, o drama da vida em sociedade, no sentido ideológico, e o fenómeno étnico linguístico da cultura nacional.
Na opinião do orador, a literatura nacional só vai atingir níveis de excelência se a nova geração de autores ler os clássicos das letras angolanas e universais, tendo destacado nomes como Jorge Amado, José Saramago e Gabriel Garcia Marques.
A literatura de um país representa a vida real do povo e contribui para o desenvolvimento intelectual e sócio-cultural dos indivíduos, tendo acrescentado que não há ninguém no mundo capaz de escrever poesia sem primeiro dominar a arte da prosa.  “Quem não é capaz de escrever uma redacção de uma página sem erro ortográfico e de sintaxe, jamais é um poeta”, disse.
A nova geração deve ler obras de autores consagrados para não cair naquilo que se pode dizer “grau zero da escrita em Angola”, ou seja, alguém que começa a tentar do vazio escrever, ignorando os precursores nacionais.
“Estamos deste modo perante um retrocesso no campo da literatura angolana. Em princípio, era a novíssima geração literária a herdeira das gerações anteriores e essas deixaram um manancial de alta qualidade literária.”
No escritor existe uma leitura metódica e analítico-interpretativa que lhe permite aperfeiçoar as competências comunicativas na língua portuguesa, desenvolver capacidade linguística, sócio-linguística e pragmática.

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