Associação de cinema e audiovisual forma produtores

Mário Cohen |
29 de Dezembro, 2015

Fotografia: Osvaldo Silva

A segunda fase dos cursos intensivos de cinema promovidos pela Associação Angolana dos Profissionais de Cinema e Audiovisual (APROCIMA) termina amanhã, às 11 horas, em Luanda, com o encerramento da oficina de produção cinematográfica, em que participaram cinco formandos.

Américo Mutunda, Gilberto Figueiredo, Nancy Lukebayo, Peiroteu Petrosky e Mbunga Paula são os novos assistentes de produção cinematográfica que a APROCIMA formou e lança no mercado nacional, “para que se garanta a existência de uma indústria do cinema”, disse ontem o coordenador dos cursos, Sérgio de Oliveira. 
Depois de Luanda, Sérgio Oliveira garantiu que a próxima formação vai decorrer no interior do país, tendo como perspectiva a cidade do Namibe, no âmbito das festividades do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional.
A oficina, que teve a duração de dez dias, foi orientada pelo produtor António dos Reis e o realizador Manuel Terramoto, ambos membros fundadores da APROCIMA. António dos Reis tem larga experiência em televisão e cinema, sendo profissional há  vinte anos, passando pela Televisão Pública de Angola e pela produtora Dread Locks, enquanto Manuel Terramoto tem mais de dez anos de experiência em produção e realização independente em documentário e ficção.
Os formandos estudaram “Perfil do produtor de cinema”, “Legislação sobre cinema e Direitos de Autor”, “Mercados e festivais”, “Instituições influentes”, “Técnicos nacionais do ramo dos audiovisuais”, “Investimentos directos e indirectos”, “Recursos materiais e artísticos”, “Trajectória de um projecto cinematográfico” e “Fases do projecto cinematográfico”. 
Segundo António dos Reis, o ensino de produção em cinema e televisão só é possível tendo em mãos um projecto para que os formandos possam dar todos os passos indispensáveis nas três fases, designadamente na pré-produção, produção e pós-produção. O produtor, que é o vice-presidente da Mesa da Assembleia-geral da APROCIMA, defendeu que os formandos devem participar numa segunda oficina de produção executiva para aprofundarem os temas.
Por seu turno, Manuel Terramoto considerou o produtor como o profissional que faz o filme descrito no roteiro (guião) sair do papel e tornar-se realidade dentro da verba prevista. “O curso de Produção prepara o aluno para actuar como produtor, com uma visão técnica, administrativa e criativa”, realçou.
Em Setembro passado, a APROCIMA organizou a primeira fase dos cursos intensivos, que decorreu  até 14 de Outubro, e incidiu para as categorias de produção, argumento, realização, câmara, interpretação e edição, sendo os orientadores membros da APROCIMA e professores universitários e teve a parceria do Instituto Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimedia (IACAM), em Luanda. Tratou-se de uma primeira experiência de uma associação criada a 16 de Agosto de 2014, em Luanda, tendo os seus corpos gerentes tomado posse a 20 de Outubro do mesmo ano.
Em Fevereiro do próximo ano, de acordo com o secretário para Administração e Finanças, Louro Domingos, a APROCIMA vai realizar a primeira assembleia-geral de balanço, bem como aprovar o regulamento. Informou que actualmente a associação conta com 70 membros, entre realizadores, produtores, actores, editores, operadores de câmara, guionistas, entre outros profissionais.
A APROCIMA tem como fim social o desenvolvimento e a promoção da arte cinematográfica, teledramaturgia e audiovisual angolana. Promove formação profissional dos seus associados, presta assessoria às produções nacionais e estrangeiras, realizadas em território nacional, defendendo a divulgação dos hábitos e costumes nacionais, regionais e locais nas produções cinematográficas e audiovisuais, coopera com o Estado para o estabelecimento e implementação de políticas de desenvolvimento do cinema e audiovisual em todas as suas vertentes, visando a paz e harmonia social. Os corpos gerentes integram os profissionais Óscar Gil, António dos Reis e Zizina Gourgel, na Mesa da Assembleia geral. Na comissão directiva fazem parte Asdrúbal Rebelo, Francisco Keth, Tomás Ferreira, Sérgio de Oliveira, Louro Domingos, Simão Paulino e Manuel Terramoto.  O conselho fiscal é constituído por Marisol Kadiegi, Olímpio de Sousa e Raúl Booz.

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