Cultura

Associação Njinga Mbande promove o cinema africano

A associação angolana Njinga Mbande, em parceria com a agremiação Casa do Povo de Fiesole, promove um festival de cinema africano, designado de “Uma kibaka a Fiesole”, a decorrer até15 de Junho, na cidade italiana de Florença.


O director da associação Njinga Mbande, Matias Mesquita, explicou à Angop que o festival arrancou no dia 11 deste mês com a exibição do filme épico sobre justiça ambiental e controlo dos recursos petrolíferos, intitulado “Ouro negro”, do nigeriano Jeta Amata. 
O responsável adiantou que no dia 18 deste mês vai ser apresentada a película “Mama África”, um filme da sul-africana Mira Kaurismaki, que aborda as várias facetas da vida da famosa cantora Miriam Makeba, que usou a sua carreira viajando pelo mundo para espalhar a sua mensagem política de modo a pôr-se fim ao racismo e à pobreza e em promoção da justiça e da paz.
Matias Mesquita informou que no leque de filmes do festival constam títulos como “Histórias silenciosas”, dos realizadores Hanne Phylpo e Caterine Vuylsteke, “O doce pugilista”, de Tony Saccucci e  “Themba”, da sul-africana Stefanie Sycholt, entre outros.
De acordo com Matias Mesquita, o festival surge da necessidade de apresentar-se os filmes africanos com temas da actualidade, como o meio ambiente, as mudanças políticas, a defesa dos direitos humanos, o direito das mulheres e dos homossexuais.
Esclareceu serem filmes produzidos por realizadores africanos e que procuram apresentar o continente berço tal como ele é e não o dos cartazes turísticos ou dos lugares comuns.
O director do Njinga Mbandi lamentou não terem podido incluir qualquer filme angolano por razões financeiras.
Ao falar sobre o lema do festival, esclareceu que o termo kibaka é uma expressão de origem bantu para exprimir a ideia de uma cadeira que é usada tanto para descanso como para a escuta e aprendizagem das tradições orais. Já Fiesole é uma pequena localidade de Florença (Itália).

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