Associados defendem a união da classe

Manuel Albano |
18 de Junho, 2016

Fotografia: Paulino Damião |

A importância do reforço das relações e a troca de experiência entre os artistas plásticos angolanos foram destacadas em Luanda, pela presidente da Brigada Jovem dos Artistas Plásticos (BJAP), como factor essencial para a unidade da classe artística.

A pretensão de Mariza dos Santos manifestada, durante a apresentação pública do projecto de arte “Imago Mundi”, deve-se ao facto de sentir “alguma resistência” de alguns artistas no cumprimento das suas obrigações como associados.
Mariza dos Santos lamentou o facto de muitos artistas plásticos reclamarem falta de abertura e de oportunidades, mas pouco fazerem ou contribuírem com ideias e sugestões, em prol do crescimento da classe. A presidente da BJAP reconheceu os esforços que têm sido empreendidos pela União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), no sentido de apoiar e promover as actividades desenvolvidas por aquela instituição.
A BJAP, disse Mariza dos Santos, está aberta a propostas e vai  desenvolver acções no sentido de dar visibilidade aos trabalhos dos jovens artistas no mercado nacional. “Os projectos são inclusivos e todos os artistas são chamados a dar a sua participação”, disse a responsáevel.
Imanni da Silva, cujo trabalho artístico “Africana” consta da colectânea desta arte, lamentou o facto de alguns artistas menosprezarem o projecto e terem perdido a possibilidade de poder mostrar ao mundo o que é produzido no país, na vertente das artes plásticas.
A projecção dos artistas nacionais por meio desta parceria deixa a pintora orgulhosa, por permitir abrir portas à criação nacional no mercado internacional de artes. “Devemos abraçar outros projectos e ajudar a mudar a imagem do país”.

Projecto inovador

Para o fotógrafo e artista plástico Ndilo Mutima, o projecto “Imago Mundi” é o reconhecimento do trabalho que os artistas angolanos têm desenvolvido ao longo dos anos, em prol da preservação e divulgação das artes plásticas nacionais. De acordo com o artista Lino Damião, que também faz parte da colecção com o quadro “Family”, o momento é de reflexão e união da classe.
Lino Damião espera que os outros projectos sejam extensivos a todas as classes artísticas e sejam um factor de intercâmbio entre a nova e a antiga geração de artistas plásticos. 
“A capa do sofá”, de Pedro Tchivinda, reflecte a unidade e o espírito de partilha entre os artistas plásticos, razão pela qual incentivou a nova geração a apostar na inovação, no sentido de continuar a apresentar novas propostas artísticas. No catálogo, cada artista tem uma página pessoal que é coberta pela pintura com 10x12 centímetros, biografia e um texto de introdução escrito por um crítico de arte e outro por António Tomás “Etona” ou por Luciano Benetton.
O projecto já produziu trabalhos de países africanos, dos quais destacam-se  o Egipto, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Quénia, Marrocos, Mauritânia, Moçambique, Senegal, Somália, África do Sul, Sudão, Tanzânia, Tunísia, Zanzibar, Zimbabwe e agora Angola.

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