Cultura

“Atalhos Poéticos” em Lisboa

A exposição “Restos, Retalhos, Atalhos Poéticos”, da artista Isabel Ferreira, foi inaugura-da sábado último, em Lisboa, no âmbito das comemorações do 25 de Maio, Dia de África, informou a Angop.

Escritora divulga africanidade
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

A mostra, que inclui poemas, pensamentos, adágios, de vários escritores africanos, é uma prova do génio criativo e de inovação artística proposto pela artista.
A exposição, defendeu, representa a consciência do ser africana. “Enquanto ci-dadã do mundo, percebo algumas das lacunas existentes na sociedade europeia, onde o produto africano artístico é consumido de modo ‘quase leviano’ e como uma forma de dizer: ‘olhem não sou racista’.”
A exposição, que esteve a ser preparada durante anos, serve ainda para realçar e mostrar às novas gerações a “abrangência e perspicácia” dos pensadores africanos, independentemente das suas assumpções partidárias ou políticas.
Para Isabel Ferreira, o público vai encontrar uma exposição que procura reinventar África, levando a questionamentos e despertando nas pessoas questões de introspecção, de forma a reflectirem “se serão os africanos restos, retalhos ou traços poéticos capazes de colorir as várias passerelles europeias.”
A artista pediu também uma maior atenção aos criadores africanos, em particular aos angolanos, residentes no estrangeiro, e aos seus esforços, para mostrarem os seus trabalhos em mercados tão competitivos como o europeu. “Não há incentivos nenhuns. A maioria não consegue nem viver do suor do seu trabalho e alguns, às vezes a maioria, são ostracizados, pela forma como usam da sua liberalidade artística”, referiu.
O adido cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino Carvalho, que assistiu a cerimónia de abertura da exposição, considerou a mes-ma uma amostra da actual força da africanidade.
Durante 15 dias, vários artistas africanos vão apresentar-se, na exposição, que fica patente até o dia 3 de Junho.

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