Autor escrevia como Cervantes


23 de Abril, 2015

Fotografia: Reuteres |

O britânico Gerald Martin, biógrafo de Gabriel García Márquez, afirmou que o escritor, Nobel de Literatura, “escrevia como Cervantes e falava como Chaplin”, o que o transformou no “grande clássico latino-americano” do século XX.

Em conferência de imprensa realizada em Bogotá durante a apresentação da Feira Internacional do Livro de Bogotá tendo a cidade de Macondo, do universo mágico de “Cem anos de Solidão”, como convidada de honra, Martin afirmou que a Colômbia também “deve merecer” García Márquez.
“A Colômbia tem que apreciar, assimilar e integrar García Márquez no seu futuro”, disse o biógrafo. Questionando sobre como atrair os jovens para ler o “filho do telegrafista”, como Gabo se identificava às vezes, Martin destacou que García Márquez “está aí” e os jovens colombianos têm a sorte de poder ler um autor “que vai ser top nos próximos 500 anos”, o que ele não viveu porque quando era criança leu Shakespeare, como os espanhóis lêem Cervantes, como um escritor extraordinário, mas de séculos passados.
Martin também destacou que as obras de García Márquez são “realmente universais” e lembrou que o autor de “Cem anos de Solidão” representou “a grande transição da América Latina, que passou de ser um continente esquecido a ter um papel de protagonismo mundial”. Macondo transformou-se em mais do que a cidade de “Cem anos de Solidão”, porque nos permitiu “pensar em toda a obra” de García Márquez.
Na opinião de Martin, o romance de Gabo conquistou popularidade em todo o planeta porque o universo imaginário que criou “foi a primeira aldeia global literária”.
Macondo é, segundo o autor da biografia “Gabriel García Márquez: a life”, o pequeno povoado do litoral colombiano que podia estar na Índia, no Afeganistão ou qualquer outro país em vias de desenvolvimento, o que ajudou o livro a alcançar públicos muito diversos.

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