Autora propõe novo guião


28 de Fevereiro, 2015

A autora do romance “As 50 Sombras de Grey”, que deu origem à trilogia cinematográfica homónima, cujo primeiro episódio já é um grande sucesso de bilheteira mundial, quer escrever o guião do próximo filme, noticiou a revista “Variety”.

O filme, de Sam Taylor-Johnson, é o recorde de bilheteira de 2015, com receitas mundiais de 218 milhões de euros, apesar das opiniões maioritariamente negativas dos críticos, que afirmam que “a escritora não teve o papel que devia ter na realização”.
A imprensa britânica noticiou que “nos bastidores de ‘As 50 Sombras de Grey’ houve de grande tensão entre a autora e a realizadora, com Sam Taylor-Johnson a ponderar a hipótese de não continuar ligada à continuação da triologia. A “Variety” adianta ainda que E.L. James exigiu permanentemente que os diálogos do filme fossem “fiéis, o máximo possível, aos originais do romance” dividido em três partes e que Taylor-Johnson “apimentasse” as cenas de sexo.
A revista norte-americana refere que decorrem negociações com a Universal, estúdio que detém os direitos cinematográficos da trilogia, que ainda não se comprometeu com a realização dos dois filmes seguintes, alegadamente porque E.L. James insiste em ser ela mesma a reescrever o guião. Se a autora mantiver esta decisão é provável que os actuais guionistas e mesmo a realizadora ponham em causa a ligação ao projecto. O efeito imediato deste clima de instabilidade nos bastidores, garante o diário britânico “The Guardian”, é um provável atraso na estreia da sequência, que não deve chegar aos cinemas antes do final de 2016 ou início de 2017.
A Universal não tem grande margem de manobra para negociar com a autora britânica da trilogia de 2012, que já vendeu mais de cem milhões de exemplares em todo o mundo, que tem por base a relação entre o multimilionário Christian Grey (Jamie Dornan) e a jovem Anastasia Steele (Dakota Johnson). O “The Guardian” acrescenta que E.L. James assegurou um contrato com os estúdios que lhe permite ter um controlo sobre o produto final, algo que JK Rowling (autora de Harry Potter) e Stephenie Meyer (de Crepúsculo) não conseguiram.

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