Autoridades tradicionais em defesa do património


1 de Setembro, 2015

Fotografia: Paulino Damião |

O chefe das autoridades tradicionais de Mbanza Congo manifestou sexta-feira a sua satisfação pela criação do Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico da antiga capital do Reino do Congo.

Afonso Mendes disse à Angop que o organismo criado vai reforçar as acções em curso para a conservação, preservação e divulgação do património histórico e cultural local. O responsável considerou o passo do Executivo de fundamental no âmbito dos esforços em curso, rumo à inscrição da capital do antigo reino do Congo na lista do Património Mundial da UNESCO.
Para a materialização do projecto, Afonso Mendes reiterou o apelo à população da região para colaborar nesta missão, com vista à dignificação da história e cultura do antigo Reino do Congo, frisando que a sua elevação a património mundial representa um ganho para a província e para o país.
O anúncio da criação deste órgão foi feito no final da 6ª sessão do Conselho de Ministros que decorreu em Luanda, sob a presidência do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
De acordo com os relatos históricos, a cidade de Mbanza Congo foi fundada no século XIV pelo rei Wene Nimi-a-Likeni, sendo considerada um centro político e administrativo do Reino do Congo, cujo território abarcava a zona noroeste de Angola, incluindo Cabinda, a parte ocidental da República Democrática do Congo (RDC), a República do Congo e a parte centro e sul do Gabão.  Dada a sua importância histórica no contexto do país, de África e do Mundo, o Executivo, através do Ministério da Cultura, elevou Mbanza Congo a património cultural nacional, em 2013, e está a trabalhar para a sua inscrição na lista do Património Mundial.

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