Autoridades tradicionais querem maior valorização

José Chaves| Andulo
10 de Agosto, 2016

As autoridades tradicionais do município do Andulo, na província do Bié, estão preocupadas com a fraca valorização e divulgação das línguas nacionais, disse ontem, à imprensa local o regedor municipal.

Bernardo Nicolau  disse que o desinteresse é quase generalizada pois a nova geração está mais preocupada em aprender línguas internacionais como inglês, francês e espanhol.
“Este quadro é uma realidade inquestionável na sociedade angolana actual. O fenómeno globalização tem a sua cota parte nisso, mas é necessário despertar a sociedade e em particular a juventude de que a sua identidade cultural é também reafirmada através da sua língua local”, afirmou Bernardo Nicolau.
O regedor municipal referiu que tendo em conta a importância das línguas nacionais é necessário que sejam mais valorizadas  principalmente no seio da camada jovem.
A autoridade tradicional disse que vários factores impedem os jovens de aprenderem as línguas nacionais  dentre eles o desinteresse pelo facto de muitos se refugiarem em outras culturas e colocarem de parte a cultura angolana. 
O soba Paulino Elavoco frisou que Angola é um país rico em línguas nacionais com uma diversidade imensa e deve tudo fazer para preservação deste mosaico cultural no concernente as línguas locais. Paulino Elavoco  disse que no caso particular do município do Andulo  já se ensina as línguas nacionais faladas localmente especificamente o umbundo. Paulino Elavoco acrescentou ser importante conhecer a importância do ensino das línguas nacionais no país por serem o espelho da cultura angolana.
Actualmente, no Bié as línguas nacionais mais faladas, para além do umbundo, são o  cokwe, ganguela,  lwimbi, luvale, kimbundo,  kikongo, songo  e kwanyama.  Angola é um país plurilingue  onde coexistem a língua portuguesa e várias línguas nacionais, com destaque para o umbundo, kimbundo, kikongo, nyaneka-humbi, oshiwambo ou oshikwanhama, ganguela e tchokwé.
Bié é uma província de Angola, e tem uma área de 70,314 quilómetros quadrados e a sua população aproximada é de 1.794 mil habitantes. A sua capital chama-se Cuito.
Bié é formada pelos seguintes municípios: Andulo, Camacupa, Catabola, Chinguar, Chitembo, Cuemba, Cunhinga, Kuito e Nharea.
A província possui um tamanho comparável aos de países como Portugal e República Checa. Ela encontra-se no centro de Angola e faz fronteira com as seguintes províncias: Cuanza Sul, Malanje, Lunda Sul (norte), Moxico (leste), Cuando-Cubango (sul) e Huíla e Huambo (oeste).
O rio Kwanza nasce nesta província, juntamente com a maioria dos rios do país

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