Bailarino Mojó vai a enterrar


22 de Junho, 2016

Fotografia: Miqueas Machangongo

O bailarino e responsável do grupo de dança Lambada do Kinaxixi, Walter Vicente Ferreira Lopes “Mojó”, vai a enterrar, hoje, às 10h00,  no cemitério do Benfica, município de Belas, em Luanda, partindo o cortejo fúnebre do Quartel Central dos Bombeiros, onde o corpo foi velado na noite de ontem.


Mojó destacou-se ao longo dos anos como impulsionador e professor de danças de salão, nomeadamente lambada, salsa, tango, rebita, valsa, rumba e merengue, tendo o seu esforço resultado na criação, em Junho de 1989, do grupo Lambada do Kinaxixi, com o qual pisou palcos nacionais e estrangeiros.
O resultado de mais de 20 anos de vivências e de uma carreira dedicada à arte, com particular destaque para a dança, permitiu ao malogrado “brilhar nos palcos, numa caminhada cujo destino era a divulgação e valorização dos ritmos nacionais”, enaltece em nota de condolências o Ministério da Cultura.
Carolina Cerqueira realça, na nota, que Mojó sempre primou pela transmissão dos valores da angolanidade, através da dança e como exímio dançarino contribuiu para a sua preservação, valorização e divulgação dentro e fora de portas.
Nesta hora de luto e de dor, escreve a ministra da Cultura, a direcção do ministério e o seu colectivo de trabalhadores juntam-se à família enlutada e endereçam os seus mais profundos sentimentos de pesar.
Mojó faleceu na madrugada de domingo último, por doença, em Luanda. Até à data da sua morte, Mojó vivia no Zango, município de Viana, e deixa viúva e um filho. Walter Vicente Ferreira Lopes “Mojó” nasceu no Kinaxixi, no prédio da lagoa, na  Ingombota, há 40 anos.  Na qualidade de bailarino começou a destacar-se com a criação, em Junho de 1989, do grupo Lambada do Kinaxixi com o qual pisou palcos nacionais e estrangeiros.

A dor do amigo

O músico Kelly Silva lamenta a morte de Mojó e recorda momentos que viveram na “estrada artística”, tendo-se manifestado consternado com a morte do seu antigo colega do grupo Lambadas do Kinaxixi, onde começou a sua carreira ainda como bailarino.
Os dois partilharam vários palcos em inúmeras ocasiões no país e no estrangeiro, enquanto bailarinos do Lambada do Kinaxixi, razão pela qual Kelly Silva diz ter perdido: “num momento inesperado, um grande amigo, irmão, conselheiro,  pai e impulsionador da minha carreira.”

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA