Ballet Nacional de Cuba critica fuga de bailarinos


16 de Junho, 2014

Fotografia: DR

A directora do Ballet Nacional de Cuba, Alicia Alonso, criticou a deserção de oito dos seus bailarinos após uma apresentação em Porto Rico e admitiu que, apesar de serem elementos do corpo de baile, o facto causa uma “grande dor” do ponto de vista humano.

Os bailarinos, com idades entre 21 e 24 anos, abandonaram a companhia, considerada uma das mais prestigiadas do mundo, após uma digressão pela ilha das Caraíbas e apareceram nos EUA, onde disseram que planeiam uma nova carreira artística. “Foram bailarinos da companhia, portanto, artisticamente, esta não foi afectada”, disse a primeira Bailarina Absoluta ao “Granma”, jornal oficial cubano, na sua primeira reacção ao tema. Alicia Alonso, de 93 anos, acrescentou que “são jovens que se deslumbram, ao acreditarem na possibilidade de um futuro promissor e, estatisticamente, a maioria dos que abandonam a companhia frustram-se e ficam pelo caminho”.
Cuba é um dos principais celeiros de talento de ballet no mundo, mas muitos dos membros do Ballet Nacional abandonam com frequência o grupo durante as digressões internacionais em busca de melhores salários.
A deserção do fim-de-semana foi a segunda maior de bailarinos do ballet cubano em pouco mais de 12 meses. No ano passado, sete membros que desertaram no México foram para Miami, nos EUA.

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