"Balumuka" de Rúbio Praia aborda vários factos sociais


26 de Junho, 2016

Fotografia: Joaquina Bento

O autor Rúbio Praia apresenta quinta-feira, às 19h00, no Palácio de Ferro, em Luanda, o livro de crónicas intitulado “Balumuka”.  O livro apresenta, em 165 páginas e 31 textos, crónicas jornalísticas, onde o autor escolhe a cidade de Luanda como o epicentro dos acontecimentos.

As crónicas, adiantou Rúbio Praia, abordam factos sociais como o “bullying”, analfabetismo, fuga à paternidade, proliferação de igrejas, o trabalho das zungueiras e o surgimento de novos bairros na cidade capital, numa visão actual e futurista.
O autor propõe soluções para a criação de bibliotecas e a realização de actividades culturais que atraiam os leitores.
O livro editado pela Colibri resulta da compilação de crónicas divulgadas em épocas distintas no suplemento Vida Cultural, do Jornal de Angola, em 2004, no programa Kialumingo, da Rádio Luanda, em 2009, e no semanário “Agora”, em 2014.
Inclui também alguns textos inéditos elaborados em 2015 e 2016. A apresentação do “Balumuka”, está enquadrada no programa da III Trienal de Luanda, que promove todas as semanas exibições de dança, música popular e gospel, peças de teatro e apresentação de livros. O livro foi patrocinado pela Fundação Arte e Cultura e vai ser comercializado ao preço de dois mil kwanzas.

Livros  na Trienal de Luanda

Além das exposições de artes plásticas, concertos de música, espectáculos de dança, apresentação de teatro, projecção de filmes e a  realização de conferências, a III Trinal de Luanda congrega, também, lançamentos de livos, o que permitiu apresentar, em Maio, o romance “Vidas de Areia”, de autoria de Divaldo Martins.
Com a chancela da Texto Editores, o livro foi  apresentado por Isilda Hurst, e descreve, em 432 páginas, o quotidiano da capital, a partir de dois pontos de vista, o urbano e o suburbano.  Para ilustrar as duas realidades, o autor escolheu os bairros do Sambizanga e do Miramar para mostrar dois ângulos opostos da sociedade luandense.
O romance é, também, uma homenagem às mães angolanas, que durante anos praticaram a venda ambulante no percurso do musseque até à Baixa de Luanda, para darem uma vida melhor aos filhos e nunca desistiram dos seus sonhos.

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