Cultura

Banda Inoji apresenta as raízes do Namibe

A banda Inoji, da província do Namibe, apresente hoje, às 20h00, as raízes culturais das terras da Welwitchia  Mirabilis, num concerto a ser realizado no palco Ngola, no Palácio de Ferro, sede da Trienal de Luanda.

Trio musical Inoji da província do Namibe faz a sua estreia esta noite no espaço da Trienal
Fotografia: Edições Novembro |

Nesta passagem pela Trienal de Luanda, uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo, a banda, das terras desérticas, tem como convidado o músico das terras da Chela, residente em Luanda, Livongh (voz e teclado).
A banda  é constituída pelos irmãos Edson Costa (voz e guitarra), Edienne Costa (voz e bateria) e Isaac Canongurbi (viola baixo) e a sua actuação enquadra-se numa das premissas da Trienal de Luanda, que visa ser uma plataforma de mostra do que se produz no país.
Ja  aconteceram outras passagens de não residentes em Luanda, como Mito Gaspar (Malanje), Justino Handanga (Huambo) e na próxima semana é a vez de Euclides da Lomba (Cabinda). Artistas do Namibe já actuaram nesta Trienal como é o caso de Walter Ananás e Gari Sinedima, que foi acompanhado por um elemento da banda Inoji.
A banda Inoji surgiu da necessidade de proporcionar música ao vivo na província do Namibe . Edienne e Edson Costa vieram da banda Bahia do Semba, um grupo que participou na II Trienal de Luanda, em 2010.
 Neste novo projecto apostam em temas autorais e algumas interpretações de músicas conhecidas.
  Livongh é um destacado produtor musical, tecladista e intérprete, tendo conquistado o país com o tema “Cola Semba”, integrado no projecto Picante. O artista lançou, em 2012, o disco ‘Meu Mundo” e encontra-se em fase de conclusão da segunda obra.

Carnaval da Vitória

O documentário “Carnaval da Vitória - 30 anos depois”, realizado por Marisol Kadiegi, primeiro Carnaval realizado em 1978 em Angola depois da independência, é exibido amanhã, às 20h00, na III Trienal de Luanda.
O filme é uma homenagem aos 30 anos do Entrudo Nacional, livre do colonialismo, cuja iniciativa surge do apelo lançado pelo saudoso Presidente António Agostinho Neto sobre a necessidade do retorno às raízes, após longos anos sob jugo português.
Com uma estética que apresenta os elementos desta festa popular, as objectivas de Marisol Kadiegi fizeram uma panorâmica sobre os preparativos do Carnaval de 2008, onde cada plano, cada sequência revela bem a importância do Carnaval de Angola, que resiste às intempéries existenciais. A ideia, segundo a documentarista, é remontar a trajectória do Carnaval angolano através de depoimentos e imagens.
Marisol Kadiegi, natural da província do Cuanza Norte, é licenciada em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo pelo Instituto Educacional Superior de Brasília, no Brasil, pós-graduada em História Cultural, Identidade, Tradição e Fronteiras, pela Faculdade de História da Universidade de Brasília.

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