Cultura

Banda Maravilha é hoje homenageada

A Banda Maravilha é o terceiro conjunto homenageado neste mês na III Trienal de Luanda, com um concerto a realizar-se hoje, pelas 21 horas, no palco Ngola, no Palácio de Ferro, que tem como protagonistas Moreira Filho (voz e viola baixo), Marito Furtado (bateria), Miqueias Ramiro (teclado), Isaú Baptista (viola solo), FA (percussão) e Djanira Mercedes (coro).

Guitarista baixo Moreira Filho é uma figura incontornável da Banda Maravilha que esta noite recebe uma distinção da Fundação Sindika Dokolo
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Os temas que constituem o reportório da banda, entre os quais Banda Maravilha, Nguxi, Zungueira, Vou-me Embora, Sessa Mulemba, Manazinha e Lelu Kiya, seguramente vão ser interpretados com o brio que caracteriza o conjunto. A primeira aparição na Trienal de Luanda, como banda, aconteceu a 25 de Agosto de 2016 no Festival Zwá. Depois disso, tem acompanhado os artistas Jorge Rosa, Voto Gonçalves, Calabeto, Carlos Baptista e Mito Gaspar.
A Banda Maravilha surgiu em 1993, com Carlitos Vieira Dias, Moreira Filho, Marito Furtado, Rufino e Joãozinho Morgado. Depois de actuações em várias casas nocturnas, tornam-se a banda do programa Gentes & Tons da Televisão Pública de Angola (TPA), apresentado por André Mingas.
Depois de 24 anos de existência, a Banda Maravilha continua a  actuar às segundas-feiras em vários espaços da cidade de Luanda. O grupo gravou quatro álbuns, nomeadamente “Angola Maravilha” (1997), “Semba Luanda” (2001), “Zungueira” (2005) e “As Nossas Palmas” (2010).
Entre as distinções, destacam-se o Prémio Nacional de Cultura e Artes de 2006, na categoria de música, melhor banda musical do ano e Top Rádio Luanda (2002) e no mesmo ano o reconhecimento no Top dos Mais Queridos, com a maior venda discográfica do ano, prémio instituído pela Rádio Nacional de Angola (RNA).
As primeiras duas homenagens do mês foram dirigidas aos Jovens do Prenda e Os Kiezos, e a última referente a Junho, à Banda Movimento.

Estreia de Euclides da Lomba

O cantor e compositor Euclides da Lomba apresenta-se amanhã, às 20 horas, no palco Ngola, no Palácio de Ferro, num concerto que marca a sua estreia na III Trienal de Luanda, uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo.
Neste concerto, o músico de Cabinda tem o apoio dos artistas Moreira Filho (voz e viola baixo), Marito Furtado (bateria), Miqueias Ramiro (teclado), Isaú Baptista (viola solo), FA (percussão), Lazaro Gutierres (trombone), Raidel Ortiz (trompete), Djanira Mercedes e Betty Tavira (coros). Temas como Recado num Semba, Livre Serás, Casos de Amor e Ternura, Angústia Fatal e Tchucha, bem como canções do seu mais recente disco, O País Que Venero, com destaque para 1947, uma dedicatória à mãe, integram o alinhamento do espectáculo.
Euclides da Lomba editou os álbuns Livre Serás, Desejo Malandro, Recado num Semba, Três Sucessos em Um. Em Fevereiro deste ano, lançou mais um disco, intitulado O País que Venero, com os temas 1947, Amor de uma Gandaia, Como Agente se Amou, Conversando com Deus, Doce Liberdade, Me Quedes com Ganas, Mys Dias, Nha Sonho, Tua Chance e Tudo Que Passou. Euclides Barros da Lomba nasceu a 18 de Fevereiro de 1966 na província de Cabinda, e começou a sua carreira musical como trovador em 1984, em Cuba, país onde fez a sua formação académica em música. Cresceu num ambiente artístico e num ambiente cultural onde co-existiam os hábitos angolanos, congoleses e cabo-verdianos.
Dentre as várias distinções e prémios, o destaque vai para o Top dos Mais Queridos de 2002. Euclides da Lomba concilia a carreira artística com o ensino universitário. É Secretário Provincial da Cultura de Cabinda e já exerceu o cargo de Adido Cultural da Embaixada de Angola na Itália.

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