Banderas num filme de ficção científica


10 de Outubro, 2014

Fotografia: AFP

Antonio Banderas estreia-se no universo da ficção científica com “Autómata”, um filme que faz uma reflexão sobre a decadência da raça humana e a perda de valores, com robôs que agem como espelhos das pessoas.

O actor espanhol interpreta Jacq Vaucan, funcionário de uma seguradora de robots prestes a ser pai e que se vê envolvido numa investigação sobre as falhas técnicas de alguns andróides.
Mas o que parece um defeito comum acaba por provocar a iminência de a humanidade enfrentar uma nova era.
O filme, que estreia hoje nas salas de cinema dos Estados Unidos usa a linguagem futurista como alegoria para abordar a perda da moral nas sociedades desenvolvidas, cada mais individualistas e isoladas.
“Os robots são uma metáfora do que devia ter sido o ser humano”, afirma o realizador espanhol Gabe Ibáñez.
“O ser humano moral, correcto, é um dos grandes temas da ficção científica”, destacou.
“Os autómatos têm um comportamento moral que, quando perdem, dá origem a violência”.
Um dos exemplos mais claros da falta de valores actual é que os “humanos estão a desenvolver robots como máquinas para matar, em vez de máquinas para ajudar”.
Estimulado por Banderas, Ibáñez escreveu um argumento inspirado nas leituras de juventude, de autores emblemáticos como Isaac Asimov. Mas o projecto terminou numa ficção científica clássica, como as lançadas nos Estados Unidos nos anos 70, o que provocou algum receio dos estúdios.  “A presença de Antonio Banderas como produtor e protagonista foi o que concretizou o projecto, que de outra maneira nunca tinha sido produzido”, reconheceu Ibánez. Banderas revelou que, em alguns momentos, os sócios na produção pediam um filme “mais comercial”.
“Mas eu queria que Gabe fizesse o filme que queria, que fosse fiel aos seus princípios”, disse o actor espanhol, de 54 anos. Após quatro anos de produção, “Autómata” chega aos cinemas em busca de um público especializado, amante do género e aberto a novas ideias. O elenco conta ainda com Melanie Griffth como a doutora Dupre e com o vencedor do Óscar Javier Bardem, que dá voz a um robot e que recebeu um agradecimento público de Banderas pelo envolvimento com o projecto.

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