Bangão é sepultado no Alto das Cruzes

Venâncio Victor | Malanje
21 de Maio, 2015

Fotografia: Mota Ambrósio

O corpo do músico e compositor Bernardo Jorge Martins Correia “Bangão”, vai hoje  a enterrar  às 13h00, no Cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda. Bangão faleceu no domingo por doença, na África do Sul, e corpo chegou ontem a Luanda.

O enterro é antecedido de missa de corpo presente no Pavilhão Gimnodesportivo da Cidadela, local onde é rendida a última homenagem ao músico por entidades oficiais e pela população.
Antes da urna descer à sepultura são lidos os elogios fúnebres da União Nacional dos Artista e Compositores (UNAC) e da família. Os cumprimentos de condolências à família  têm lugar no salão Erme no Distrito Urbano do Sambizanga.
A sociedade angolana chora a morte de Bangão. Várias instituições enviaram mensagens do condolências. O Governo da Província de Malanje destaca as qualidades artística do autor de “Fofucho”, considerado um compositor e cantor de renome que desde muito cedo prestou o seu contributo à afirmação da cultura angolana.
O músico Raul Negro, residente em Malanje, disse que a morte de Bangão constitui uma perda insubstituível por ter sido um cantor ímpar pelas suas características e personalidade enquanto músico que  sempre procurou lutar pela performance da música angolana, sobretudo na vertente tradicional. O Governo Provincial do Uíge refere que Bangão deixou as suas impressões digitais nos mais relevantes feitos realizados depois da independência, em benefício do fomento e valorização da cultura nacional.
O embaixador angolano em Brasília, Nelson Cosme, escreveu: “Foi-se o artista, mas fica o seu legado como das vozes de referência do semba”.
A embaixada de Angola em França considera Bangão um dos expoentes da geração de artistas que procedeu a revalorização da música angolana em línguas nacionais, para além de deixar um legado musical rico e variado.
“Bangão foi um músico muito apreciado em Angola e no exterior, particularmente em França onde a sua música era  divulgada nas rádios pan-africanas, especialmente na rádio Africa Número Um, para além de ser muito apreciada no seio da comunidade de angolanos.” O embaixador angolano em Moçambique, Brito Sozinho, considerou a morte do músico Bangão “irreparável para o mosaico artístico cultural, um duro golpe  para os músicos, em especial para os criadores do semba de que era um insigne executante e para todos os seus fãs, que tinham nele um exemplo de referência e de inspiração”.
Com 36 anos de carreira, Bangão pisou pela primeira vez um palco a 18 de Outubro de 1978, como elemento do grupo Os Gingas.

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