Barack Obama saúda decisão da Sony


28 de Dezembro, 2014

Fotografia: AFP

O Presidente americano, Barack Obama, saudou a decisão da Sony Pictures de lançar o filme de comédia sobre o presidente norte-coreano, Kim Jong-Un, apesar das ameaças.

“Como o presidente deixou claro, nós somos um país que acredita na liberdade de expressão e no direito à manifestação artística”, disse a jornalistas o porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz.
“A decisão tomada pela Sony e por teatros participantes permite às pessoas fazer as suas próprias escolhas sobre o filme e nós saudamos este resultado”, acrescentou.
A Sony anunciou que vai exibir, com limitações, nos Estados Unidos, o filme “A Entrevista”, uma comédia que teve o lançamento suspenso na semana passada por causa de ameaças de hackers.
“Nunca desistimos de estrear ‘A Entrevista’ e estamos muito contentes por o nosso filme ser exibido num certo número de teatros no dia de Natal”, afirmou, em um comunicado, o presidente dos estúdios Sony Pictures, Michael Lynton.
O filme é lançado noutras “plataformas” e em mais cinemas no futuro. Antes, dois cinemas americanos anunciaram a exibição do filme no dia 25.
O cinema Plaza Atlanta, na Geórgia, manifestou na sua conta no Twitter ser “um dos poucos cinemas no país que estreou o filme”.
O fundador do cinema Álamo, de Austin (Texas), destacou que a “Sony autorizou a projecção de ‘A Entrevista’ no dia de Natal”. Meios de comunicação americanos já tinham anunciado que a Sony planeava lançar de forma limitada o filme, que trata de uma operação fictícia da CIA para assassinar Kim.
Os estúdios cinematográficos decidiram retirar totalmente o filme da rede de distribuição no dia 17 de Dezembro, depois das ameaças de hackers e da negativa dos principais cinemas do país de exibi-lo. O presidente americano, Barack Obama, considerou esta decisão “um erro”, depois do FBI ter acusado oficialmente a Coreia do Norte de ser responsável pelo ciberataque contra a Sony, que expôs centenas de e-mails e dados confidenciais de 47 mil pessoas. Pyongyang negou categoricamente a sua participação no ataque informático, embora o tenha qualificado de “acto legítimo” porque o filme é um “acto de terror sem sentido”.
As conexões de Internet na Coreia do Norte sofrem interrupções desde segunda-feira, o que gerou especulações sobre um eventual contra-ataque americano em represália ao ciberataque contra a Sony Pictures no passado dia 24 de Novembro.

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