Batalha do Ebo


11 de Novembro, 2015

Fotografia: Paulo Mulaza

O antigo delegado do MPLA no Cuanza Sul, pertencente ao Comando da Frente Centro, Mbeto Traça, que participou na  Batalha do Ebo, lembra que foram momento difíceis, porque na época a correlação de forças e meios do inimigo era superior em todos os domínios.

No seu testemunho, recorda que a sul, as tropas sul-africanas foram travadas na zona do Rio Keve, por um contingente das FAPLA e de tropas cubanas, e aí tombaram muitos combatentes em defesa da integridade territorial de Angola. “O inimigo na altura já dispunha de equipamento militar sofisticado e de longo alcance. Foram surpreendidos  no curso no teatro das operações militares porque as tropas cubanas também eram detentoras de armamento bastante evoluído.”
Mbeto Traça lembrou que a superioridade inimiga dificultou a organização das acções defensivas da FAPLA, que acabavam de ser proclamadas a 1 de Agosto de 1974. 
O nacionalista salientou que a colaboração do povo do Ebo animou a acção defensiva das  FAPLA.  “Conseguimos travar o avanço das tropas sul-africanas e com apoio das forças militares cubanas,   reorganizámo-nos  para a contra-ofensiva que culminou em Março de 1976, com a retirada de todas as tropas invasoras do território angolano”, recordou.
As batalhas de Kifangondo, a norte de Luanda, e Ebo, no Cuanza Sul, foram cruciais para impedir a entrada, em Luanda, das tropas estrangeiras antes da Proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Foi a 4 de Novembro de 1975 que se recebeu a solicitação das autoridades do MPLA para reforçar o contingente militar cubano com o intuito de fazer frente às investidas de exércitos estrangeiros a Angola.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA