Cultura

Beto Dias em Luanda para dois concertos

Roque Silva

O músico cabo-verdiano Beto Dias realiza, hoje, às 22h00, e domingo, às 16h00, no espaço MD House, no Distrito Urbano do Benfica, em Luanda, dois concertos nos quais vai revisitar os êxitos da carreira de 30 anos.

 

Beto Dias comemora três décadas de carreira com dois espectáculos na capital angolana
Fotografia: DR

Os concertos visam comemorar o segundo aniversário do referido espaço, actualmente uma das referências na produção de actividades músico-culturais em Luanda.
O primeiro acontece na reabertura da discoteca MD Super Club, encerrada há vá-rios meses para obras, no interior do espaço MD House.
O segundo é realizado no espaço cultural e tem a participação da cantora Edmázia, numa tarde de convívio e ambiente de lazer, boa música e diversão à maneira angolana. Os dois concertos são de carácter intimista, segundo a produção repartida entre a Áureo Gama Eventus e JB Produções.
O cantor cabo-verdiano escalou ontem Luanda em companhia da banda, com a qual promete encantar o público, interpretando canções sobejamente conhecidas pelos angolanos.
A lista é vasta, mas importa destacar temas como “Ki Vida”, “Sin Sabeba”, “Até um dia”, “Nós 2”, “Vitima de Paixão”, “Vale Pena” e “Eka Normal”.
Os concertos também se enquadram na digressão internacional de comemoração dos 30 anos de carreira de Beto Dias, iniciada a 10 de Março nos Estados Unidos. Passou por Paris (França), Suíça, Cabo Verde, Portugal e Luxemburgo.
Beto Dias desde cedo descobriu a aptidão pela música e na infância já elegera Norberto Tavares como o pai de todas as inspirações. O projecto de seguir a música de-fine-se na Holanda, para onde emigra, com apenas 11 anos, em companhia dos pais e irmãos. Iniciou a carreira em 1988, como guitarrista do grupo Rebelados, com o qual lançou dois discos: “Unidade e Amor” (1989) e “Sukuru” (1996). Com determinação e talento, mais tarde passou a líder e vocalista, ao lado de Meno Petcha. Rebelados foi uma das primeiras bandas cabo-verdianas na diáspora a trabalhar o funaná estilizado. À par desse ritmo, e sob a liderança de Beto Dias, o gru-po explorou também o batuque, a balada, e outros ritmos mais jovens.  A partir do ano de 1997, Beto Dias percorre uma bem sucedida carreira a solo, traduzida numa sólida discografia , inúmeras actuações e participações em projectos musicais diversos. Começou como um empenhado guitarrista, e se revelou um excelente intérprete e um compositor bem sucedido. Nos últimos tempos tem sido ele o responsável pelos seus trabalhos em todas as fases de produção.  
Tem no mercado os álbuns de originais “Sodadi”, lançado 1993, “Sol, Armonia e Fé”, 1996, “Nós 2”, 2000, “Kuasi Perfeitu”, 2004, “Totalmente de Bo”, 2009, e uma colectânea (Best Of), editado em 2006.
Em 2011, o cantor venceu na categoria de Melhor Intérprete Masculino, Melhor Álbum Eletrónico e Melhor Funaná no Cabo Verde Music Awards (CVMA).

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