Cultura

Biblioteca Nacional realiza colóquios em Dezembro

Manuel Albano

Os colóquios sobre “As Mulheres na Clandestinidade e na Guerrilha. O Papel das Mulheres na Luta de Libertação Nacional: 1950-1975”, e a “História da Independência de Angola” constam entre as actividades principais para assinalar os 50 anos de existência da Biblioteca Nacional, a 27 de Dezembro próximo.

Mulheres na Clandestinidade e na Guerrilha é tema de colóquio
Fotografia: Edições Novembro

Em declarações ao Jornal de Angola, a chefe do Departamento de Apoio ao director geral da Biblioteca Nacional, Maria Mavungo Receado, disse que este ano estão programadas várias actividades para assinalar meio século da Biblioteca.
O primeiro colóquio, “As Mulheres na Clandestinidade e na Guerrilha. O Papel das Mulheres na Luta de Libertação Nacional: 1950-1975” vai decorrer em Março, enquanto o segundo, “História da Independência de Angola”, está previsto para o terceiro trimestre.
Maria Mavungo Receado reconheceu a dinâmica implementada no ano passado, no sentido de se continuar a criar condições técnicas e humanas para aumentar o número de utentes que procuram diariamente os serviços da Biblioteca Nacional.
A contínua informatização do acervo, a necessidade de aquisição de novos equipamentos, como fotocopiadora, e a admissão de mais técnicos na instituição, permitiram a captação de 200 mil leitores por ano contra os actuais 77 mil utentes.
Ainda sobre os dados estatísticos, explicou que os números de leitores já eram animadores pela grande procura, fundamentalmente dos estudantes. Recordou que, em 2016, procuraram os serviços da Biblioteca Nacional 152 mil leitores, e, em 2017, visitaram 157 mil utentes.
Maria Mavungo Receado apontou  a falta de concurso público para aquisição de técnicos qualificados e o apetrechamento da biblioteca com novos equipamentos como alguns dos problemas identificados que contribuem para a redução de visitantes.
Sobre o balanço das actividades do ano passado, explicou que a procura dos serviços da biblioteca, na sua maioria, é feita por estudantes, sob orientação de professores. “As dificuldades financeiras têm criado alguns empecilhos para a concretização de projectos”.
Com as dificuldades financeiras que o país atravessa, tem sido feito um esforço para aumentar o conhecimento dos funcionários sobre classificação, catalogação e tratamento do acervo, assim como atendimento ao público.

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