Biografia de Neto apresentada em Milão


19 de Junho, 2015

Fotografia: Escórcio Gomes

A biografia “Agostinho Neto, Uma Vida Sem Tréguas 1922-1979” em italiano foi apresentada na quarta-feira no pavilhão de Angola na Expo de Milão pela Fundação António Agostinho Neto (FAAN).

A obra, escrita há dez anos pelo jornalista Acácio Barradas, é um retrato biográfico do primeiro Presidente de Angola, com testemunhos inéditos de familiares e amigos.
A viúva de Agostinho Neto, Maria Eugénia, disse na cerimónia que a apresentação da obra em Itália é se destinava a dar a conhecer aos jovens “um símbolo de firmeza, audácia, paciência, solidariedade, honestidade e fraternidade”.
 “O livro mostra os caminhos cheios de espinhos por onde Agostinho Neto passou sempre com a fé e a certeza na vitória e aviva os ideais de justiça e de paz sem os quais não podemos construir um mundo melhor em que todos os homens se sintam irmãos e beneficiem do progresso da nossa época”, afirmou Maria Eugénia Neto.
“No ano em que Angola celebra o 40º aniversário da sua independência, proclamada por Agostinho Neto em 1975 justo é rebuscar aqueles que foram os protagonistas dessa gesta libertária”, referiu.
Maria Eugénia Neto recordou “a amizade e o apoio de Itália às lutas de libertação nacional dos povos africanos” e agradeceu a “Tuga Edizioni”, que viabilizou a edição italiana com prefácio da jornalista Augusta Conchiglia, que se deslocou várias vezes a Angola para poder relatar a luta contra o colonialismo português.
 O livro “Sagrada Esperança”, de Agostinho Neto, foi considerado por vários críticos literários estrangeiros “um grito pela independência de Angola e de África”.
A comissária geral do pavilhão de Angola na Expo, anfitriã da cerimónia, disse, disse que “invocar Neto é reviver a conquista suprema da independência e soberania do povo angolano e assinalar o fim do colonialismo e da opressão estrangeira em África”.
Albina Assis acentuou que Agostinho Neto libertou igualmente o seu povo pela sua obra literária, “levando a todos os cantos do mundo um grito de liberdade que foi além da independência de Angola” e se estendeu “aos povos da sub-região que no último quarto do século XX viviam ainda sob o jugo opressor colonial”.
O embaixador de Angola em Itália referiu que ultimamente naquele país se têm realizado várias iniciativas de divulgação da obra de Agostinho Neto.
Florêncio de Almeida recordou, entre elas, o lançamento na Universidade La Sapienza,  Roma, da obra “Agostinho Neto e a Libertação de Angola, 1949-1974, Arquivos da PIDE-DGS” e o colóquio  sobre a vida e obra do primeiro Presidente angolano organizados pela Embaixada de Angola para assinalar o seu 90º aniversário natalício. O diplomata reiterou o compromisso de continuar a trabalhar com a FAAN para o exemplo de Agostinho Neto, enquanto homem de letras, médico, humanista, líder guerrilheiro e político, servir de referência às gerações actuais e vindouras.

Sábados no Muquesses

Amélia da Lomba fala hoje, a partir  das às 16h00 na Escola 1243 do I e II Ciclo do Ensino Secundário, Morro Bento, em mais um “Sábado nos Musseques”, sobre a vida e obra de Agostinho Neto.
Um comunicado da organização refere que antes são projectados dois vídeos sobre o mesmo tema e que a Fundação António Agostinho Neto (FAAN) oferece material bibliográfico à escola para “fomentar a criação de círculos de interesse para o estudo da vida e obra” do primeiro Presidente de Angola.
A FAAN entrega igualmente material sobre cidadania e patriotismo cedido pelo gabinete de Cidadania e Sociedade Civil do MPLA. “Sábado nos Musseques” destina-se a divulgar a vida e obra de Agostinho Neto em escolas públicas, particularmente nas dos bairros periféricos do e de Luanda.

Cabo Verde


Uma delegação da FAAN, chefiada pela sua presidente, Maria Eugénia Neto, no âmbito das comemorações do 40º aniversário da Independência de Angola e de Cabo Verde desloca-se na segunda-feira à Ilha de Santo Antão para onde Agostinho Neto foi desterrado pelo regime colonial português.
A visita da delegação da FAAN a Cabo Verde destina-se a entregar à Ilha de Santo Antão uma estátua do patrono da Fundação, a mostrar o DVD  “Cabo-Verdianos Falam de Agostinho Neto” e a participar em várias actividades.  A iniciativa tem a participação do Governo de Cabo-Verde.

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