Björk é tema de mostra de arte


24 de Junho, 2014

Fotografia: Eduardo Pedro |

A cantora islandesa Björk é alvo duma uma retrospectiva como compositora, música e actriz no Museu de Arte Moderna (Moma) de Nova Iorque entre 7 de Março e 7 de Junho de 2015, numa “exposição de grande cunho experimental”, informou a instituição.

Esta mostra não é somente um marco para a cantora de “Human Behavior” e “Hypperballad”, mas também supõe para o museu nova-iorquino uma novidade, pois vai incluir pela primeira vez numa exposição uma aplicação para smartphones, concretamente o “app” “Biophilia”, lançado em 2011 para promover o álbum homónimo da islandesa.
Esta aplicação, um software híbrido que oferece música, gráficos interactivos, animação e partituras, foi criado pela própria Björk com M/M Paris, Sjón, Scott Snibbe, Kodama Studios, Touch Press, Relative Wave, Nikki Dibben, Stephen Malinowski e John F. Simon Jr.
A exposição é chamada de “Björk” e “representa mais de 20 anos de projectos ousados e aventureiros da artista”, através dos seus sete discos publicados, de “sons, filmes, arte visual, instrumentos, objectos, vestidos e actuações”.
Através de um percurso narrativo escrito pela artista junto do seu compatriota Sjón Sigurdsson, vai ser vista a polivalência da cantora de “Earth Intruders” e o percurso termina com uma “imersão musical e cinematográfica” em 3D, dirigida por Andrew Huang.
O curador da mostra é Klaus Biesenbach, que considera a islandesa “uma artista extraordinariamente inovadora cujas contribuições à música contemporânea, ao vídeo, ao cinema, à moda e à arte tiveram um impacto enorme na sua geração à escala mundial”.
Björk, além da sua música sempre inovadora, trabalhou em criativos videoclipes dirigidos por Michel Gondry, Nick Knight e Spike Jonze, destaca-se pela sua encenação nas actuações ao vivo e protagonizou o filme “Dancer in the Dark”, de Lars Von Trier, com que recebeu o prémio de interpretação em Cannes.
A cantora também apostou em tecnologias musicais novas como o Reactable, o instrumento electrónico introduzido pelo grupo de pesquisa em Tecnologia Musical da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, e por um vestuário que se impõe, faceta que também é repassada na exposição.

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