Bloco Vermelho mantém temática do ano passado

Roque Silva |
5 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Paulino Damião

O coordenador do Bloco Vermelho informou, ontem, que o grupo pretende manter a mesma coreografia e canção do ano passado, devido a falta de apoios para participarem condignamente nesta edição do Carnaval.

O grupo de animação, que é uma das principais atracções do Carnaval, após o desfile competitivo dos agrupamentos carnavalescos, tem passado por inúmeras dificuldades financeiras e não obteve apoios para trabalhar numa nova composição ou dança para esta edição.
António Coelho disse ao Jornal de Angola que o grupo de animação desfila este ano com a alegoria usadas no Carnaval de 2015, apesar de ter feito algumas inovações em certos aspectos.
Além de manter a mesma coreografia, feita com base nos estilos de dança semba e varina, e da música, escrita e interpretada por Armando Rosa, com o título “Prevenção”, um alerta contra a sida, o responsável disse que o grupo reduziu de cinco mil para mil o número de foliões a desfilarem este ano no acto central do Carnaval.
“A ideia é fazer uma participação simbólica, porque não tem condições logísticas para suportar as necessidades, de alimentação e transporte, dos seus apoiantes”, lamentou o responsável.
O colectivo, acrescentou António Coelho, desfila em três alas, compostas pela corte, os bailarinos e a falange de apoio. Um dos destaques da corte deste ano são a Miss Angola 2016, Luísa Baptista, a Rainha,  Mister Angola 2015, António Chimbamba, como Rei,  Miss Angola CPLP 2015, Marlene Cipitale, como Condesa.
A realeza tem uma ala de apoio composta por figuras públicas, políticos e artistas, na qual se destacam Helena Ruth La Lime, a Embaixadora dos Estados Unidos em Angola, a cantora Yola Semedo, “embaixadora” da Luta Contra a Sida em Angola, C4 Pedro, Titica e Edmásia.
A par do desfile central, o grupo dança o Carnaval de Rua, de sábado até terça-feira, dia do acto central, em alguns bairros e municípios da província de Luanda. Ao longo dos desfiles vão ser distribuídos preservativos e material informativo sobre o VIH/Sida.
O Bloco Vermelho, disse, pretende ainda montar quatro clínicas móveis no arredores da Nova Marginal da Praia do Bispo, durante o Carnaval, para a realização de testes, assim como dez postos fixos para distribuição de preservativos e material informativo.
O objectivo, disse António Coelho, é realizar cinco mil testes e garantir que as pessoas conheçam o seu estado serológico.

Em risco

A falta de apoio financeiro e material está a condicionar a participação do Bloco Azul no acto central do Carnaval de Luanda, terça-feira, dia 9.
Há quatro dias do desfile o grupo de animação ainda não recebeu qualquer apoio, mas continua a ensaiar no interior do Complexo da Cidadela Desportiva a espera de superar o problema, dentro da sua parceria com o Instituto do Fomento do Turismo.
O Bloco Azul, um dos mais antigos grupos de animação do Carnaval de Luanda, pretende apresentar uma coreografia onde mistura várias danças e uma alegoria sobre o turismo. Criado em 2002 por iniciativa de um grupo de jornalistas da Rádio Nacional de Angola (RNA) e da Televisão Pública de Angola (TPA), o bloco conta com várias figuras públicas entre os seus integrantes.

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