Cultura

Bodas de prata do Jazz LAC comemoradas com concerto

Um concerto musical para comemorar as bodas de prata do programa da Luanda Antena Comercial “Jazz LAC”, denominado “Jazz LAC: 25 anos a dar Jazz a conhecer”, realiza-se amanhã às 21h30, na Sala Angola do Hotel Epic Sana, numa iniciativa da J.J.Jazz, do músico, cantor e apresentador Jerónimo Belo.

Anabela Aya é a convidada especial do concerto “Jazz LAC: 25 anos a dar Jazz a conhecer”
Fotografia: Contreiras Pipa |Edições Novembro

Sobe ao palco a banda Carlos Praia Jazz Band, liderada pelo guitarrista Carlos Praia, que fez estudos de jazz na África do Sul, e com ele vão estar o baixista cubano Pedro Aguillar e o baterista Joaquim da Costa, conhecido por Jack Batera.
Outra banda, Quarteto Jazz Lovers, vai fechar a noite sob a direcção do pianista e teclista Nino Jazz, um músico experiente e sensível, que vai ter como acompanhantes o guitarrista Mário Gomes, o baixista Kris e o baterista Dilson Petter.
A noite vai terminar com Anabela Aya, que já participou na primeira edição do Dia Internacional do Jazz em Angola, em 2014. “É uma voz ‘jazzy’, abrindo, sílaba a sílaba, a sensualidade da música, com um bom presente e melhor futuro”, disse ao Jornal de Angola o mentor da iniciativa.
Os bilhetes estão a ser comercializados a quatro mil kwanzas no local do concerto, no Bazar Sedução e na loja Xurraskus.
O objectivo do concerto é celebrar os 25 anos de existência do programa semanal dedicado à divulgação da música jazz, apresentado por Jerónimo Belo.
“Trata-se de Jazz LAC, com jazz da mãe e LAC do pai, através do qual a rádio Luanda Antena Comercial abraça o jazz todas as segundas [feiras], ao entardecer. É assim há 25 anos. É um esforço semanal, empenhado e sério, para partilhar o jazz com as pessoas”, frisou Jerónimo Belo.
“Jazz LAC não se afasta da ideia posta em prática em 1992, quando a rádio LAC surgiu [com o objectivo de] juntar modos e tempos diferentes, de forma a abrir o leque de prazeres e gostos de quem do jazz pouco ouviu ou só provou os frutos de uma única árvore”, adiantou.
Este programa semanal, segundo o apresentador, “pode contribuir para que não se feche os olhos e os ouvidos ao mundo circundante com a sua complexidade, abrindo pistas e novas formas de entender as diversas manifestações culturais de ontem, de hoje e de sempre, e ajudar a dar visibilidade a nomes de artistas, criadores e instrumentistas angolanos que se expressam numa linguagem criativa, original e improvisada, integrando nas ondas jazzísticas elementos das nossas culturas e das suas vivências pessoais.”
“É fundamental destacar as potencialidades destes músicos e criadores, dar a conhecer ao público, cada vez mais exigente, num país e numa cidade onde o ensino do jazz, como linguagem específica e com leis próprias, praticamente não existe”, destacou Jerónimo Belo. “Importa destacar um facto inimaginável há uma escassa dezena de anos, em Angola, que é a irrupção de um número crescente de jovens músicos/vocalistas angolanos atentos a novos desafios estéticos, tocados por novas e enriquecedoras tipologias musicais e, muitas vezes, portadores de alguma qualidade técnico-instrumental jazzística (Nino Jazz, Newton Bonga, Carlos Praia, Katiliana, Mário Gomes, Clóvis, Vladimiro Gonga, Dilson Peter, Djibiel, Arcanjo Bass, Jota Faria, John Dias, Dilson Groove, Larson, Timóteo Pontes, Sara Dea, Mayo Snake, Irina Vasconcelos, Gary Sinedima, Dalu Roger, Toti e Bevy Jackson), que se juntam aos ‘mais velhos jazzy’, especialmente Nanutu, Sanguito, Mário Garnacho, Terinho Mumbanda, Tubarão, Afrikanita, Anabela Aya, Tony Jackson, Gabriel Tchiema, Filipe Mukenga e o multi-instumentista Simmons Massini.”
“É meu dever estar atento ao que de melhor acontece no Mundo na área do Jazz, mas não posso deixar de observar cuidadosamente o que se passa no país, entre nós. Por este motivo, considero muito oportuno recorrer a músicos angolanos para celebrar a data na noite de Sábado”, disse o crítico.
O evento artístico, que amanhã tem lugar, conta com o apoio institucional do Ministério da Cultura e da LAC, beneficia do apoio cultural e financeiro da Orion e da Televisão Pública de Angola (TPA), da Universidade Lusíada de Angola e da Unitel, que abriram as suas portas ao jazz, da Executive Angola, Tipografia Corimba, Xurraskus, Jornal de Angola, semanário Novo Jornal e Hotel Epic Sana.

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