Cultura

Bornito de Sousa considera a morte de Waldemar Bastos e Carlos Burity um “duro golpe” à cultura angolana

O Vice-Presidente da República endereçou esta quarta-feira mensagens de condolências às famílias dos músicos Waldemar Bastos e Carlos Burity, falecidos esta semana, em Lisboa e Luanda, respectivamente, por doença.

Vice-Presidente da República de Angola, Bornito de Sousa
Fotografia: DR

Numa mensagem divulgada no portal da Vice-Presidência da República, Bornito de Sousa considerou a morte dos dois ícones da música angolana um “duro golpe” à cultura e às artes angolanas, no geral, e à música, em particular. 

" Em nome dos funcionários dos Órgãos de Apoio ao Vice-Presidente da República e em seu próprio, Bornito de Sousa endereçou condolências às famílias enlutadas e à classe dos artistas angolanos que perdem duas grandes referências, cujas carreiras coroadas de prémios nacionais e internacionais, continuam a inspiram outras gerações”, lê-se na mensagem.

Waldemar Bastos morreu na madrugada desta segunda-feira,  em Lisboa, Portugal, aos 66 anos de idade. O músico que nasceu em Mbanza Kongo deixa um vasto repertório, que teve a sua génese no país, mas acabou por expandir-se pelos palcos do mundo inteiro, ao longo de 40 anos de carreira.

Foi distinguido com um Diploma de Membro Fundador da União dos Artistas e Compositores (UNAC-SA) e com Prémio Award, em 1999, pela World Music e em 2018, foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de música. A classe artística angolana voltaria a ver-se abalada com outra triste notícia, pouco mais de 48 horas depois. Carlos Burity, outro grande nome da música angolana, faleceu, aos 67 anos, vítima de doença, numa clínica em Luanda.

Autor de sucessos como Malalanza”, “Tia Joaquina”, “Tona Cashi”, “Manazinha” e “Mucangiami”, Carlos Fernandes Burity Gaspar se iniciou na música em 1968 e gravou, em 1974, sendo considerado um dos maiores intérpretes do estilo musical semba. Com perto de 50 anos de carreira, Carlos Burity Gravou álbuns como “Carolina” em 1991, com os temas “Uabite Boba”, Maria “Alukaze”, “Narciso” (de Mamukueno), “Carolina”, “Monami”, “Adeus” e Kilundo. Carlos Burity é também autor, dentre outros, dos álbuns “Malalanza”, “Paxi Iami”, “Wanga”, “Ginginda”, “Massemba” e “Zuela o Kidi”.

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