"Boyhood" foi o grande vencedor


15 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

Boyhood - Da Infância à Juventude” foi o grande vencedor do cinema na 72ª edição dos Globos de Ouro, que não foi muito boa para “Birdman”, o filme com mais nomeações, sete no total, do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu.


“Boyhood” ganhou três prémios, entre eles o de melhor filme de drama, enquanto “Birdman” ficou com dois, o mesmo que “A Teoria de Tudo”. Contra a previsão dos especialistas, perdeu o título de melhor comédia ou musical que foi para “O Grande Hotel Budapeste”.
Iñárritu e a sua equipa de co-guionistas, no qual estavam os argentinos Armando Bo e Nicolás Giacobone, venceram na categoria de melhor argumento, um trabalho que o mexicano qualificou como “a melhor experiência” da sua vida.
Richard Linklater, realizador de “Boyhood”, ficou com o prémio de realização e a história repetiu-se para o resto dos candidatos latinos.
O prémio de melhor banda sonora original foi para “A Teoria de Tudo”, enquanto o de melhor filme de animação foipara“Como Treinar o Seu Dragão 2”.
Eddie Redmayne (“A Teoria de Tudo”) e Michael Keaton (“Birdman”) ganharam como melhor actor de drama, o primeiro, e comédia, o segundo, enquanto Julianne Moore (“Para Sempre Alice”) e Amy Adams (“Olhos Grandes”) fizeram o mesmo nas respectivas categorias femininas.
Os prémios de melhores actores secundários numa longa-metragem foram para J.K. Simmons (“Whiplash”) e Patricia Arquette (“Boyhood”). O filme russo “Leviatan” conquistou o prémio de melhor filme estrangeiro.
Um dos aplausos mais longos da noite foi para o cantor Prince, que se encarregou de entregar o prémio de melhor canção a John Legend e Common pela música “Glory” do filme “Selma”.
A cerimónia, apresentada pela terceira vez consecutiva e última por Tina Fey e Amy Poehler, foi marcada por recorrentes menções ao atentado terrorista islamita em Paris contra o jornal satírico “Charlie Hebdo”, que matou 12 pessoas, assim como o ataque cibernético à Sony.
George Clooney, que foi homenageado com o prémio Cecil B. DeMille pela sua carreira, mostrou um cartaz com a mensagem “Je suis Charlie” em solidariedade com as vítimas do ataque. “As milhões de pessoas que se manifestaram não só em Paris mas em todo o mundo, entre as quais havia cristãos, judeus e muçulmanos, não o fizeram em protesto. Marcharam em apoio à ideia de que não caminharemos com medo. Não o faremos”, disse Clooney.
O actor Jared Leto, que apresentou um dos prémios da noite, foi outro dos que exibiu a frase “Je suis Charlie” no palco.Os presentes ficaram de pé quando o presidente da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, Theo Kingma, defendeu a unidade contra quem ataca a liberdade de expressão em qualquer lugar, “desde a Coreia do Norte a Paris”. Fey e Poehler lançaram mão de uma actriz disfarçada de autoridade norte-coreana para brincarem sobre a censura que os“hackers”que atacaram os sistemas de informática da Sony Picturestentaram impor, com o objectivo de impedir a estreia do filme crítico à Coreia do Norte “The Interview” (A Entrevista).
A festa dos Globos de Ouro decorreu num hotel de Los Angeles e contou entre os seus apresentadores com as latinas Salma Hayek e Jennifer López, assim como Lupita Nyong’o, Meryl Streep, Harrison Ford e Matthew Mcconaughey.

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