Brasil ganha protagonismo


26 de Março, 2015

Fotografia: reuters

Da literatura ao cinema, da história ao teatro musical, o Brasil ganhou protagonismo cultural em Paris, onde participou de 20 a 23 deste mês como convidado de honra no Salão Internacional do Livro de Paris e promoveu um ciclo sobre a cinematografia brasileira.

A feira literária apresentou a produção de 48 escritores convidados, entre eles Milton Hatoum, Paulo Lins, Nélida Piñon, Paulo Coelho, Ana Paula Maia we Fábio Moon, com um número de visitantes estimado em 200 mil pessoas, dos quais 30 mil profissionais. O Brasil revelou a rica produção intelectual contemporânea, juntamente com a diversidade cultural e a universalidade literária, com figuras importantes como João Guimarães Rosa (1908-1967). O Centro Nacional do Livro e o Instituto Francês, organismos dependentes do Ministério dos Negócios Estrangeiros de França, convidaram 30 autores. O Brasil, representado pelo Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores e Câmara Brasileira do Livro, levou os 18 restantes.
A lista foi elaborada com a assessoria literária de Leonardo Tonus, professor da Universidade de Sorbonne, e da escritora Guiomar de Grammont, informou à agência EFE o director do Centro Nacional do Livro, Vincent Monadé. Os seleccionados vão da história em banda desenhada à literatura juvenil e abrangeram a ecologia, arquitectura, urbanismo e ciência e pertencem a diferentes gerações.
Houve uma tentativa, além disso, de respeitar a paridade entre homens e mulheres e reflectir a diversidade do território brasileiro, assim como a sua valiosa e múltipla composição étnica, acrescentou Monadé.
Em 1998, o Brasil ocupou pela primeira vez o lugar de honra do salão, que em 2015 contou com duas cidades polacas convidadas, Cracóvia e Breslavia, teve pavilhões de 1,2 mil editores de 50 países e anunciou na agenda 4,7 mil sessões de assinaturas e 300 encontros.

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