Brasileira expõe no Camões


11 de Julho, 2015

Fotografia: Cedida

A exposição de cerâmica “Terras Convergentes”, da artista brasileira Elisália Saragosse, constituída por 166 peças, foi inaugurada quinta-feira no Instituto Camões, em Luanda.

Elisália Saragosse, que vive em Angola há quatro anos, disse na inauguração que a exposição representa a sua atitude, olhar e emoções “de etapas e momentos diferentes passados no México, França, Brasil, Espanha e Angola”. Algumas peças foram feitas em Luanda, como “Revolução Urbana”, à base de resíduos recolhidos nas ruas da cidade.
Elisália Saragosse nasceu em Minas , no sudeste do  Brasil, formada em Sociologia, e tem a arte da cerâmica como vocação.
 Desde cedo,  iniciou na arte da cerâmica, tendo passado por vários países onde frequentou centros de formação e atelieres, como  no México, onde frequentou o Centro Integrado de Las Artes, com a reputada ceramista Katrin Schikora, de nacionalidade alemã, radicada naquele país. Ainda no México, estudou e trabalhou com a ceramista e arquitecta mexicana Diana Medina.
Mais tarde, em França, dividiu o atelier com a fotógrafa Ana Monteaux, com quem partilhou reflexões e conceitos de Arte Cerâmica. No Brasil dedicou-se à cerâmica contemporânea sob orientação da conceituada ceramista brasileira, Sylvia Goyanna.  Ainda no Brasil, sob orientação de Wiebke Haeberle e Dony Gonçalves desenvolveu técnicas de queima primitiva no Centro de Artes Calouste Gulbenkian.
 Em Espanha, tirou o curso de Cerâmica e Escultura, na Escola de Cerâmica Forma. Em Angola, onde reside desde 2011, descobriu a arte da cerâmica tradicional e contemporânea com os artistas angolanos com quem tem partilhado conceitos e linguagens, particularmente na galeria Celamar, da tecelã Marcela Costa, que resultou na sua mais recente criação, patente no Camões.

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