Cultura

Caminho publica livros de escritores lusófonos

Um livro de crónicas de Ana Paula Tavares, cujo título não foi avançado, vai ser publicado este ano pela editora portuguesa Caminho, que faz uma grande aposta em escritores lusófonos.

Novo livro de Ana Paula Tavares chega às bancas este ano
Fotografia: DR

Também ainda sem título, os novos livros do moçambicano Mia Couto e do cabo-verdiano Germano Almeida, ambos vencedores do Prémio Camões, são outras duas das apostas para este ano da editora portuguesa Caminho, responsável pela publicação das obras dos dois escritores em Portugal.
Os novos livros de Mia Couto e Germano Almeida vão chegar às livrarias portuguesas no final do ano, segundo revelou uma fonte da editora.
O mais recente romance de Mia Couto, vencedor do Prémio Camões em 2013, é “O bebedor de horizontes”, terceiro volume da trilogia “As areias do imperador”, editado pela Caminho em 2017, que sucedeu “A espada e a azagaia” e a “Mulheres de cinza”.
“O fiel defunto” foi o último livro escrito e publicado por Germano Almeida, em Maio de 2018, o mesmo ano em que venceu o Prémio Camões.
Dois meses depois da atribuição do galardão, a Caminho reeditou três livros daquele que é um dos escritores mais lidos e traduzidos de Cabo Verde: “O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, “A ilha Fantástica” e “Dona Pura e Camaradas de Abril”.
Outra aposta da Caminho, que também só é publicado no final do ano, é um novo livro do psiquiatra e escritor Daniel Sampaio, sobre a temática da parentalidade na era digital.
Para o mês de Fevereiro, a Caminho prevê reeditar “Os Negros em Portugal”, de José Ramos Tinhorão, e em Março publica um novo livro da colecção “Uma Aventura”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com o título “Uma Aventura no Fundo do Mar”.
Durante o primeiro semestre do ano, a editora vai publicar uma nova edição de “A Noite e a Madrugada”, de Fernando Namora, assinalando cem anos do nascimento e 30 anos da morte do médico e escritor português.
A Caminho está a preparar também a edição de um novo livro de ficção de Patrícia Portela e um de contos de Isabela Figueiredo, ambos ainda sem título.
Outras novidades para este período são o lançamento de uma reportagem fotográfica sobre a crise académica de 1969, em Coimbra, ainda sem título, coordenada por José Veloso.
Ana Paula Ribeiro Tavares nasceu na cidade do Lubango, província da Huíla, a 30 de Outubro de 1952. É historiadora, prosadora e poetisa, que iniciou o curso de História na Faculdade de Letras da cidade natal, actual Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango (ISCED), terminando-o em Lisboa. Em 1996 concluiu o mestrado em Literaturas Africanas. Sempre trabalhou na área da cultura, museologia, arqueologia e etnologia, património, animação cultural e ensino.
Tanto a prosa como a poesia de Ana Paula Tavares estão presentes em várias antologias publicadas em Portugal, Brasil, França, Alemanha, Espanha e Suécia.
A escrita de Ana Paula Tavares sofreu influência de autores brasileiros, como Manuel Bandeira, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Mello Neto, cujas obras chegavam a Angola por meio de viajantes. Segundo a autora, não só a literatura, mas também a música brasileira influenciou a sua escrita.

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