Cultura

Camões acolhe exposição “Contagem Decrescente”

José Pinto inaugura no dia 30, na galeria do Camões-Centro Cultural Português, a exposição de fotografia “Contagem Decrescente”.

Uma das obras do fotógrafo José Silva Pinto “Tonspi”
Fotografia: TONSPI

A amostra fica patente  até  28 de Fevereiro. Segundo o artista, o tema é a passagem do tempo. “Uma deambulação pelas várias fases que marcam a nossa existência. Porém, é uma viagem pela nossa vida feita ao contrário. Uma caminhada a  partir do  momento   em que morremos até ao nosso nascimento. O começo é o fim. O fim torna-se o começo”.
O fotógrafo pretende contrariar o modo passivo como se entra e visita uma galeria. Refere que, de simples espectador, a ideia é fazer com que o público torna-se parte da própria exposição, é convidado, senão intimado, a participar nela.
“Estes rostos e lugares manter-se-ão muito para lá da nossa existência. Não têm tempo, não têm idade, só a do segundo em que foram captados e em que nasceram. Ao contrário da morte, que simboliza o fim, a fotografia é eterna”.
      Conhecido no mundo artístico como Tonspi, José Silva Pinto  nasceu no Lobito, em 1959. Cresceu em  Luanda, Lubango e Ndalatando, até aos quinze anos, altura em que partiu para Portugal, em 1975. Em Lisboa, fez o ensino secundário e ingressou no Curso de Engenharia no Instituto Superior Técnico. fera.
No seu percurso profissional viveu e trabalhou em Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, Rússia, Vietname, Camboja, Gabão e Congo. Esta experiência diversificada e foi determinante na forma como vê o mundo e como vê a fotografia.
Em 2000 regressou ao país, marcando uma viragem no seu percurso profissional. Entre 2003 e 2004 dedicou-se à sua grande paixão de sempre, a fotografia. Eduardo Gageiro e James Nachtwey foram as suas referência e fontes de inspiração.
Actualmente, admira o trabalho de Kostadin Luchansky e André Silva Pinto. Este último, seu filho, que lhe segue as “passadas” na fotografia.
A fotografia sempre fez parte da sua vida. Ainda criança ficava fascinado com as imagens dos jornais e revistas que o pai trazia para casa e com as quais ficcionava narrativas. Quando, alguns anos mais tarde, teve a primeira câmara, tornou-se ele próprio o autor destas histórias, fotografando, sempre que podia.

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