Canção de intervenção política valorizada

Roque Silva |
1 de Agosto, 2015

Fotografia: Paulo Mulaza |

O programa radiofónico Poeira no Quintal, da Rádio Nacional de Angola (RNA), promove, a partir de amanhã, encontros nas casas dos artistas que se dedicaram à música de intervenção política.

O primeiro é a partir das 7h0'0, na residência do compositor e cantor Zé Agostinho, com a participação de familiares, amigos e colegas que vão interpretar alguns temas musicais do antigamente.
São, geralmente, entrevistas com compositores, cantores e instrumentistas que trabalham desde as década de 1950, 1960 e 1970, período marcado pela ampla produção de música de intervenção política.
Depois seguem-se os programas com Elias Dia Kimuezo, Pedrito, Joy Artur, Calabeto, Santos Júnior, Carlos Lamartine, Joãozinho Morgado, Né Gonçalves, Fató, Augusto Alfredo, Cardoso Soares, Tino Dia Kimuezo, Santocas, Gimba, Féfé, Amadeu Amorim, Mário Silva, Armando de Carvalho, Mirol, o agrupamento FAPLA-Povo e o Conjunto Nzaji.
O realizador do Poeira no Quintal, João Cunha, informou que são convidados também os instrumentistas Hildebrando Cunha, Dulce Trindade, Belmiro Carlos, Zeca Tirileny, Habana Mayor, Botto Trindade e Carlitos Vieira Dias, que vão acompanhar os cantores.
De acordo com o radialista, a intenção da RNA é encerrar em Novembro com a realização de vários espectáculos, no Marco Histórico do Cazenga, Monumento Kifangondo, Barra do Dande e no município do Hebo, Cuanza Sul.
Entre os objectivos, destaque para a revalorização das músicas produzidas na época efervescente da proclamção da independência, em 1975, por formas a transmitir o testemunho aos jovens e estimular para a produção de livros, filmes e outros bens artísticos, que possam constituir veículos de divulgação da história da música de intervenção e seus intervenientes.
João Cunha, profissional da RNA, da área cultural, referiu que a ideia é comemorar a “Dipanda” com as pessoas mais próximas dos músicos, entre familiares, colegas e vizinhos. “O programa dá voz às canções que serviram de mobilização popular”, disse, lembrando que não descarta a participação de artistas da nova geração, pois trata-se das comemorações dos 40 anos da independência.

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