Canções do "rei" Elias devem ser exemplo

Manuel Albano
14 de Outubro, 2014

Fotografia: João Gomes

O contributo de Elias dya Kimuezo na preservação, valorização e divulgação da música urbana e popular angolana foi lembrado domingo pela vice governadora provincial de Luanda para o sector Político e Social.

Jovelina Imperial, que assistiu à inauguração da sala de espectáculos do Complexo Turístico Weza Paradise, que tem o nome do cantor, disse que Elias dya Kimuezo, pelo seu percurso, “é uma referência inquestionável da música angolana”.
A homenagem, afirmou, é merecida por ser um dos poucos músicos a escrever temas em línguas africanas de Angola.
A vice-governadora salientou ser “importante que os mais novos recebam este legado” para “a essência e a riqueza da cultura angolana, existente na sua música, possa servir de base de conhecimento dos jovens”.
Elias dya Kimuezo, referiu, é uma biblioteca viva que tem ainda muita informação a dar aos jovens. O Governo Provincial de Luanda, prometeu, está disposto a apoiar os projectos musicais do “rei”, de forma a ele deixar um legado maior à sociedade. Aos jovens artistas sugeriu que melhorem os conteúdos das composições ser fundamental que contribuam para a boa convivência e conservação dos bens públicos.

O convívio

A banda Semba Muxima, constituída por cinco percussionistas e três bailarinas, abriu o espectáculo a interpretar os melhores temas dos seus discos “Kangoia”, “Wajiza” e “Libelinha”.
 A seguir a “banda da casa” que interpretou canções das décadas de 1970 e 1980 e acompanhou Lina Alexandre, que cantou “Pangui yame”, de Tony Caetano, além dos temas “Monama” e “Séngola”, de sua autoria.
Massano Júnior, que interpretou “Sunga Sunga”, “Kaminina” e “Pecado”, antecedeu “Mana kudi Lango”, “Mona Ndengue”, “Kalumba” e “Samba ma Kié”.
Depois actuaram Prado Paim, que interpretou “Engrácia”, “Etu tua Nbudo” e “Zenze Isabela”, Matadidi Mário, que lembrou “Makussa po Bakossa”, “Volta Camarada” e “A Nossa terra”.
Calabeto, que também participou na festa, cantou “Muxima”, de Elias dya Kimuezo, e sucessos de sua autoria, como “Nga mussenge” e “Ngolo yame”. Sam Manguana encerrou o espectáculo com “Morena”, “Fatimita” e “Tio António”.
Os promotores da iniciativa entregaram uma chave de ouro, no final da actividade, a Elias dya Kimuezo, como reconhecimento pela divulgação e preservação da música angolana.

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