Cultura

Canções intemporais ressuscitam juventude

Manuel Albano

O primeiro concerto do Festival de Zouk realizado na noite de sábado na Baía de Luanda, que teve uma assistência de mais de dez mil pessoas, ficou marcado pela homenagem ao falecido Patrick Saint Loy, antigo integrante dos Kassav, pelo projecto “Le Grand Mechant Zouk”.

Momentos da actuação antilhana no primeiro dia do festival
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

Atracção da primeira noite do festival, cujo último espectáculo foi realizado ontem  no mesmo local, os músicos do projecto “Le Grand Mechant Zouk”, que apresentaram uma "performance" de mais de uma hora, interpretarem vários sucessos antilhanos de finais da década de 1980 e princípio de 1990, bastante apreciadas pelos angolanos.
Além do grupo de músicos antilhanos, os angolanos também estiveram em grande escala no primeiro dia do festival, que teve início com algum atraso da hora prevista, 18h00, um pouco por “culpa” do público que chegou ao local gota a gota.
Apesar do atraso, o espectáculo teve nota positiva, a julgar pelo empenho dos músicos e a entrega do público que pulou, dançou  ao recordar canções que marcaram a sua juventude.
O tempo passa, mas as memórias de uma juventude bem vivida para muitos dos presentes na Baia de Luanda ainda continuam “activas”. Os complexos “culturais e económicos” foram “esvaziados”, num único espaço de convívio por pessoas de diferentes estratos  sociais.
 Destacar um músico nacional ou internacional é muito difícil para a "performance" que cada um teve em palco. Yola Semedo, Matias Damásio, Kyaku Kyadaff, Pérola e CEF, foram os representantes angolanos do primeiro dia. O grupo Calema de São Tomé e Príncipe não deixou os seus créditos em mãos alheias, enquanto o  “Grand Mechant Zouk” fez uma capela de sucesso das Antilhas. No final da actuação, Jacob Desvarieux, dos Kassav, foi o mais acarinhado.
Denominado “Festival Zouk - Angola by Cuca”, edição 2018, a iniciativa é uma organização da Produtora Moments Eventos.

Tempo

Multimédia