Cultura

Candidatos demonstram talento no Zango

Mário Cohen

Os vencedores da segunda edição do concurso de dança “Passo-a-Passo” são conhecidos, no sábado, durante uma gala, a ser realizada no Centro Cultural Zango das Artes, no Zango II, em Viana.

Dançarinos ensaiam a meses para dar um espectáculo a altura
Fotografia: DR

Os candidatos, seleccionados durante um casting, estão divididos em três grupos de dança, que vão disputar o prémio máximo desta edição. 

A mentora do projecto, Elizeth Rodrigues, disse ao Jornal de Angola que, nesta edição, os candidatos podem participar com estilos de dança do folclore nacional (kintuene, cabecinha, dizanda, kabetula, kazucuta, tchianda), urbanas (afro-house, hip hop, kuduro) e de salão (semba, kizomba, rebita, funana, mambo, salsa).
O objectivo do projecto, explicou, é ajudar a resgatar as danças e os seus fazedores, assim como motivar os jovens talentos a apostarem mais em determinados géneros, aos poucos, esquecidos e em risco de desaparecerem. “Através do concurso, as pessoas vão poder redescobrir o seu amor perdido pela dança e a ver como uma expressão cultural, capaz de contribuir para a valorização dos usos e costumes de várias regiões do país.”
Outro propósito da organização é tornar o concurso numa actividade anual do Zango. “É ainda uma forma de aumentar as possibilidades de comunicação e interacção entre os grupos e o público, assim como de proporcionar aos jovens a partilha de outras experiências”, reforçou.
Actividades do género, continuou, ajudam a unir as pessoas e a valorizar o esforço de todos os profissionais da dança em Angola. “Actualmente, são os jovens, os criadores e divulgadores de muitos estilos de dança, que, sem acompanhamento ou preparação, fazem recurso das suas habilidades inatas, que precisam ser melhor aproveitados. O concurso é para isso”, disse.
Elizeth Rodrigues disse que o projecto surge desta ideia de valorizar jovens talentos, tendo em conta que “a dança ou outra manifestação artística desenvolve-se passo-a-passo”. O concurso, continuou, é também uma porta para a futura profissionalização dos participantes.
“A dança serve também para despertar no jovem o respeito pelas diferenças individuais, bem como favorecer a inclusão do indivíduo na comunidade, incentivando os grupos a descobrirem as suas características identitárias”, destacou.
Na I edição do concurso, realizada em 2016, contou, foi notável a falta de conhecimentos teóricos e práticos de alguns grupos em relação aos processos de dança. “Por isso, esse ano, os grupos vão beneficiar de uma formação, ministrada por especialistas formados em Angola, Brasil e Cuba”, rematou.

Tempo

Multimédia