Candidatura de Mbanza Congo reforçada


3 de Janeiro, 2015

Fotografia: Garcia Mayatoko

A vice-governadora do Zaire para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Ângela Diogo, reafirmou em Mbanza Congo o desejo do Governo Provincial ver enriquecido o dossier preliminar da candidatura desta cidade a Património Mundial, enviado em finais de Setembro à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Em declarações à imprensa, após ter participado na cerimónia de passagem de fim-de-ano, que decorreu no Palácio do Governo Provincial, Ângela Diogo disse que é necessária a conjugação de esforços entre o Governo Provincial e o Ministério da Cultura, para que a antiga capital do reino do Congo seja reconhecida mundialmente e inscrita como Património Universal.
A vice-governadora lembrou que o projecto é de âmbito nacional, tendo por isso apelado ao envolvimento de todos os angolanos para a concretização deste objectivo, que eleva ainda mais o prestígio do país.
Ainda este mês, aguarda-se a chegada à província de uma equipa do Ministério da Cultura, para um encontro nacional que vai analisar com profundidade o documento de candidatura de Mbanza Congo, visando convergir esforços de todos os intervenientes neste projecto, denominado “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”.
Este ano, o acto central do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, realiza-se na província do Zaire.
Os membros do Conselho Provincial do Zaire de Auscultação e Concertação Social foram recentemente informados sobre o dossier de candidatura da cidade de Mbanza Congo a Património Mundial da UNESCO, durante a II reunião ordinária deste órgão. De acordo com o comunicado final do encontro presidido pelo governador provincial, José Joanes André, os participantes receberam informações sobre o dossier preliminar, que foi já remetido, em finais de Setembro, à UNESCO para apreciação.
O comunicado acrescenta que a UNESCO recomendou algumas tarefas que visam a melhoria da redacção do documento de candidatura, estando a equipa técnica que trabalha neste processo engajada para o efeito, numa acção supervisionada pelas autoridades governamentais da província e pelo Ministério da Cultura.
O documento enviado à UNESCO foi fundamentado em elementos culturais, materiais e imateriais que conferem a Mbanza Congo um valor universal excepcional para a sua inscrição na lista do Património Mundial.
As primeiras iniciativas visando o reconhecimento internacional de Mbanza Congo remontam a 1988, com a realização, entre 19 e 24 de Novembro, da primeira Mesa Redonda Internacional sobre a área cultural Kongo-Teke, na qual participaram especialistas da comunidade científica nacional e internacional.
Depois seguiu-se o Colóquio Internacional sobre “Salvaguarda e Promoção do Património Histórico-Cultural Angolano”, que teve lugar em Paris, em Novembro de 2004, sob os auspícios da UNESCO, assim como a Mesa Redonda Internacional realizada em 2007, em Mbanza Congo, denominada “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”.
Entre as acções já realizadas destaca-se a elaboração do plano de gestão e de conservação, a delimitação e classificação do centro histórico de Mbanza Congo, a definição de zonas de protecção e tampão, levantamento arquitectónico da cidade e do património imaterial.
Escavações dos sítios previamente identificados através da prospecção geofísica, inventariação e classificação do património histórico, arquitectónico e cultural, pesquisa documental em arquivos internacionais (Vaticano, Bélgica, Itália, Brasil, Portugal, Holanda, França), entre outros países, figuram ainda entre as etapas vencidas do projecto.

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