Cultura

Cânticos e choros marcam funeral do tenor Gomes Domingos

Cânticos, choros, lamentos e também saudades marcaram na manhã de hoje o cortejo fúnebre do cantor Gomes Domingos, sepultado no cemitério do Benfica, em Luanda. O músico lírico angolano morreu na madrugada de sábado vítima de doença.

Cantor Gomes Domingos (ao centro) foi sepultado hoje no cemitério do Benfica
Fotografia: DR

Familiares, amigos, estudantes do Instituto Superior de Artes (ISART), colegas, admiradores e fiéis da Igreja da Comunidade Menonita em Angola (ICMA), da qual fazia parte, acompanharam o funeral. Na ocasião, foram lidas mensagens do ISART, da família, colegas e da igreja, todas destacaram as qualidades de Gomes Domingos como docente, evangelista, músico, pai e esposo.

O ISART referiu que até à data da sua morte, Gomes Domingos acompanhou, como docente, a inserção no mercado de trabalho dos primeiros licenciados da instituição, ocorrida em Maio passado.

Nascido a 22 de Maio de 1980, em Kanassala, município de Nambuangongo, província do Bengo, Gomes Domingos deixa viúva e duas filhas.

Além de cantar, era docente universitário no ISART e fazia parte do processo de dinamização de actividades artísticas de canto lírico, por meio de concertos e intercâmbio com outros cantores da mesma esfera.

O músico era um dos quatro especialistas de canto lírico licenciados pelo Instituto Superior de Artes de Cuba.

Gomes Domingos foi co-fundador do grupo "Os Lyrikhus" com Emanuel Mendes, Bruno Neto e Armando Zibungana, formado em 2009, depois de um convite da Embaixada de Angola, em Cuba, enquanto estudantes de música, na Universidade das Artes, em Havana.

Em reacção a sua morte vários artistas, jornalistas, políticos e actores da sociedade civil destacaram as qualidades do tenor angolano nas redes sociais, bem como o Ministério da Cultura, pelo seu contributo na afirmação e expansão da música lírica em Angola.



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