Cultura

Caricatura e animação no "Luanda Cartoon"

Francisco Pedro |

O Festival Internacional de Banda Desenhada e Animação “Luanda Cartoon”, é, actualmente, uma das marcas culturais de forte referência quer em Luanda, quer no país, tendo em conta a sua forte abrangência em todas as camadas da sociedade: jovens, adultos, adolescentes e crianças visitam, periodicamente, o festival, cuja 14ª edição abriu sexta-feira, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda.

Centenas de apreciadores de banda desenhada visitam o “Luanda Cartoon” no Camões
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

Ao contrário das duas últimas edições, que contaram com a participação de artistas estrangeiros, este ano, segundo a organização, os artistas convidados limitaram-se a enviar as suas obras.
O festival apresenta mais de cem caricaturas e obras de bandas desenhadas (BD), além de  curtas-metragem de animação. Os autores, na sua maioria jovens, aproveitam para vender os seus trabalhos,  em sessões de autógrafos de revistas e álbuns de BD.
Um outro momento, que tem permitido maior interacção entre artistas e o público, são os workshops, as palestras e conversas sobre banda desenhada e “pocket shows”, sendo o acesso livre.
Organizado, anualmente, pelo Estúdio Olindomar, numa parceria com instituições públicas e privadas, como a Unitel, o Centro Cultural Português e a Alliance Française de Luajnda,  o festival visa, desde o início, educar as populações sobre os mais variados aspectos sociais, sendo um veículo importante para a transmissão de valores morais e cívicos.
O Luanda Cartoon foi criado em 2003 pelos irmãos cartoonistas, Lindomar de Sousa e Olímpio de Sousa. Desde então, o festival tem crescido tanto em  participações nacionais e estrangeiras, como pela adesão do público visitante,  apreciador de BD e animação.
Em 2010, começou a internacionalização do festival, permitindo a abertura quer para cartoonistas de países africanos, quer para europeus e latino americanos.
As primeiras três edições do Luanda Cartoon foram feitas trimestralmente, até 2005, sendo que em 2006 passou a ser anual. Actualmente, o festival, único no género em Angola, é um dos mais importantes eventos de banda desenhada a nível da África Austral e o maior a nível dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

“O Sapo e a Rosa”

Mostrar o verdadeiro valor da amizade é o principal objectivo do musical “O Sapo e a Rosa” a ser apresentado pela Turma do Sapo, no dia 27 de Setembro, às 9h30, no Camões - Centro Cultural Português, com entradas livres.
A peça desenrola-se num jardim belo e harmónico, onde há uma linda menina que se chamava Rosa, que ao cantar alegrava e deixava todos espantados. A personagem Rosa tem um amigo muito alegre,  Sapo Sapinho Sapão, que dança e canta.  Ambos vivem no Jardim das Rosas, onde uma serpente perigosa e malvada tenta estragar a linda amizade de ambos, e tudo faz para tentar separar a linda amizade de Rosa com o Sapo, mas, ela não consegue os seus intentos porque o mal é derrotado pelo bem.
As personagens são Mariano Correia (Sapo), Angelina Calei (Rosa), Manuel Teixeira (avô Cafucafuca), Gilberto Jungo (macaco), Adilson Manuel (serpente), Dário Joaquim Cumbindama (músico), André Lui´s Carvalho (Palhaço Dodó) Leonardo Joaquim (Palhaço Didi), Manuel Félix (Palhaço Nenê) e Salakiako (Palhaço Sassa).
Com a direcção artística de Celina Coluna, o “Show da turma do Sapo” conta ainda com a participação de cinco bailarinos: Helenira, Tchissola, Matias, Abel e Paulo, onde o asseguramento do som está sob a responsabilidade dos técnicos Tony Butani e Pedro Pinto.
Outras actividades recreativas estão ainda agendadas como concursos de soletrar e danças das cadeiras, disse, ontem ao Jornal de Angola, o actor Mariano Correia, que interpreta a personagem do Sapo.

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