Cultura

Carnaval é factor de unidade nacional

O Carnaval deve ser a grande festa da unidade nacional, da expressão da riqueza do saber, do ser dos angolanos e do sentir, através dos vários símbolos que são transmitidos pelos grupos durante os desfiles, afirmou a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

 

 

Ministra da Cultura Carolina Cerqueira
Fotografia: Edições Novembro

Em entrevista à Angop e à Rádio Nacional de Angola (RNA), Carolina Cerqueira ao proceder ao balanço do ano 2017, referiu que a maior festa cultural angolana deve contar com a participação activa da sociedade, como forma de dotar os grupos de mais-valias para que possam apresentar-se durante os desfiles de forma digna.
A comparticipação de todos não só vai aliviar os encargos do Estado - principal financiador do evento por meio OGE, mas para transformar o Carnaval numa festa nacional.
O ministério pretende que o Entrudo de Luanda passe a contar com grupos de outras províncias, em representação da cultura nacional, de todas as expressões de folia, alegria e de cor de Cabinda ao Cunene.
Esta ideia, segundo Carolina Cerqueira, começa a ser efectivada a partir de 2018, com a participação de grupos de cinco províncias como forma de o tornar mais nacional e representativo.
No âmbito do processo de internacionalização da cultura angolana, em particular do Carnaval, o ministério convidou alguns países para que, simbolicamente, possam participar no Carnaval angolano, como forma de se cruzar os aspectos culturais angolanos e o de outros países. Carolina Cerqueira adiantou ainda que vão procurar encorajar as escolas para que incentivem as cri­anças a dançar o Carnaval, para se incutir no seu seio a importância desta manifestação cultural angolana. O Carnaval acontece, este ano no mês de Fevereiro.

Aposta na formação


Aprimorar o processo de formação nas escolas de artes, como forma de dotar os jovens de conhecimentos adequados para o seu enquadramento no mundo das belas artes, e a valorização das línguas nacionais, por meio da institucionalização de um prémio literário, constam das prioridades do Ministério da Cultura para o presente ano civil, de acordo com a sua titular, Carolina Cerqueira.
O Ministério da Cultura tem em perspectiva reforçar o processo de formação dos jovens inscritos nas esco­las de artes, dotando-os de conhe­cimentos práticos e teóricos que os levem a enquadrarem-se no mercado de trabalho no país e contribuírem para a valorização, preservação e divulgação da cultura angolana.
Para a ministra, o Complexo das Escolas de Artes (CEARTE), desde a sua abertura, tem cumprido com este importante papel, mas é necessário que se valorize ainda mais as valências da instituição para que, de facto, possa formar especialistas nas mais variadas modalidades artísticas.
Relativamente ao processo de valorização das figuras históricas nacionais e de produção da história de Angola, a ministra avançou que, apesar das dificuldades financeiras, os especialistas enquadrados nas respectivas equipas continuam a fazer o seu trabalho. A ministra avançou que a intenção é a preservação do património nacional, valorização, divulgação e sua preservação, como fonte de receitas, cujos dividendos podem ser revertidos para o bem das comunidades. 
Carolina Cerqueira adiantou que o ano ficou ainda marcado pela aposta nas indústrias culturais, razão pela qual se deu vazão ao secretário de Estado para as Indústrias Culturais como forma de se potenciar e reactivar o processo de valorização das indústrias criativas destinadas à captação de recursos para as populações das comunidades, através das artes.
A inclusão do Centro Histórico de Mbanza Kongo na lista do património mundial, de acordo com a ministra, tornou-se na grande bandeira do sector, felicitando, por esta razão, os quadros, técnicos inseridos no projecto, as autoridades tradicionais e provinciais do Zaire, bem como os demais agentes culturais pelo feito alcançado.

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